Atualidades – História e Atualdiades https://historiaeatualidades.com.br Com o prof. Richard Abreu Sat, 24 Jun 2023 13:44:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Quem é Kim Jong-un, líder norte-coreano? https://historiaeatualidades.com.br/2023/06/24/quem-e-kim-jong-un-lider-norte-coreano/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/06/24/quem-e-kim-jong-un-lider-norte-coreano/#respond Sat, 24 Jun 2023 13:44:00 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=15898 Kim Jong-un, atual líder da Coreia do Norte, nasceu em 8 de janeiro de 1983, na capital do país, Pyongyang. Jong-un é o terceiro líder de uma dinastia que governa o país desde sua fundação, em 1948, após a guerra das Coreias. É, também, terceiro filho de Kim Jong-il, que governou o país de 1994 à 2011, e neto do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, que governou de 1948 à 1994. Kim assumiu o poder após a morte de seu pai, e desde então governa o país sob um regime pouco transparente, que permite que quase nada se saiba, de forma fidedigna, sobre as verdadeiras condições políticas, econômicas e sociais dentro de suas fronteiras.

Vida pessoal de Kim Jong-un

Há um enorme grau de sigilo em relação à vida pessoal do líder norte-coreano, mas especula-se que ele foi educado na Suíça, onde estudou em internatos privados. De volta à Coreia do Norte, recebeu treinamento militar e é conhecido por sua paixão por basquete, sendo um ardoroso admirador do jogador norte-americano Michael Jordan. Durante o período que viveu na Suíça, Kim Jong-un adquiriu fluência em alemão, francês e inglês. Na Suíça, sua identidade foi mantida em sigilo, sendo revelada, como futuro líder da Coreia do Norte, somente anos depois.

Kim Jong-un é possivelmente casado com uma norte-coreana chamada Ri Sol-ju, com quem já fez aparições públicas, e teria pelo menos três filhos. A identidade dos filhos é mantida em rigoroso sigilo e pouco se sabe sobre eles.

Considera-se que Kim tenha tido pelo menos dois irmãos. O mais velho, supostamente, Kim Jong-nam, faleceu tragicamente em fevereiro de 2017. Era conhecido por ter uma relação conturbada com o regime norte-coreano. Sua morte foi decorrente de um assassinado no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, na Malásia, após ter sofrido um ataque com um agente nervoso VX, substância química classificada como arma de destruição em massa. O segundo irmão de Kim Jong-un seria Kim Jong-chul, que por razões sabidas apenas pelo regime norte-coreano, não fez parte do planejamento sucessório que levou Jong-un ao comando do país.

Governo de Kim Jong-un

O governo de Kim Jong-un na Coreia do Norte é caracterizado por um regime autoritário e altamente centralizado. Desde que assumiu o poder em 2011, Kim Jong-un consolidou seu controle sobre o país e adotou uma série de políticas conflitantes com a comunidade internacional.

Programa nuclear e de mísseis:

Após a ascensão de Kim Jong-un, a Coreia do Norte avançou consideravelmente em seu programa de desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos. O país realizou vários testes nucleares e lançamentos de mísseis, desafiando resoluções do Conselho de Segurança da ONU e levando a tensões regionais e internacionais.

Direitos humanos e repressão:

A Coreia do Norte é frequentemente criticada por supostas violações de direitos humanos. Sob o governo de Kim Jong-un, há relatos de execuções sumárias, detenções arbitrárias, tortura, trabalhos forçados e restrições às liberdades básicas. Organizações internacionais têm documentado a repressão sistemática contra dissidentes políticos e a falta de liberdade de expressão e de imprensa.

Isolamento e sanções:

Devido às atividades nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, o país enfrentou múltiplas rodadas de sanções econômicas por parte das Nações Unidas e de outros países, sobretudo dos Estados Unidos. Isso resultou em um isolamento econômico e político da Coreia do Norte que impacta negativamente a economia do país.

Culto à personalidade:

Assim como seus antecessores, Kim cultiva uma imagem de liderança carismática e de devoção absoluta. O culto à personalidade em torno dele e de sua família é um elemento central da propaganda do regime, com retratos e estátuas dos líderes espalhados pelo país, como se fossem onipresentes.

Diplomacia e cúpulas internacionais:

Apesar do isolamento, Kim Jong-un realizou uma série de cúpulas históricas com líderes de outros países. Em 2018, ele se tornou o primeiro líder norte-coreano a se encontrar com um presidente dos Estados Unidos, em uma cúpula com o ex-presidente Donald Trump. Também teve encontros com líderes da Coreia do Sul, Rússia e China, buscando melhorar as relações diplomáticas e explorar a possibilidade de aliviar as sanções a que o país está submetido.

Outras fontes sobre Kim Jong-un

Esposa de Kim Jong-un reaparece após um ano

Meio-irmão de Kim Jong-un era informante da CIA, diz jornal

Análise: Coreia do Norte pode estar se tornando uma potência nuclear

Uma década nuclear: dez anos de Kim Jong-un no poder

Foto de capa: Exame

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Donald Trump: governo, principais aspectos e polêmicas. https://historiaeatualidades.com.br/2023/06/20/donald-trump-governo-principais-aspectos-e-polemicas/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/06/20/donald-trump-governo-principais-aspectos-e-polemicas/#comments Tue, 20 Jun 2023 23:55:00 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=15671 Donald John Trump, nasceu em 14 de junho de 1946 e fez a sua carreira profissional como empresário e personalidade televisiva, até se tornar um político norte-americano, concorrendo à presidência dos EUA em 2016. Após eleito, tornou-se o 45º presidente dos Estados Unidos, com mandato de 20 de janeiro de 2017 a 20 de janeiro de 2021.

Donald Trump nasceu no bairro do Queens, em Nova York. Seu pai, Fred Trump, foi um bem-sucedido empresário do ramo imobiliário, caminho que Donald Trump seguiu quando começou a trabalhar nos negócios imobiliários da família. Neste ramo, desenvolveu e construiu propriedades em Nova York e em outros lugares do mundo, tornando-se conhecido por sua marca pessoal e estilo de vida extravagante. Também se envolveu em outros ramos de atividades, como jogos de azar, mídia e entretenimento.

Em 2004, Donald Trump iniciou sua incursão na televisão como apresentador e produtor-executivo do reality show “O Aprendiz” (The Apprentice). O programa tornou-se um sucesso de audiência e ajudou a consolidar a imagem pública de Trump como um empresário de sucesso.

Campanha eleitoral de Trump em 2016

Em 2015, Trump anunciou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano. Sua campanha foi marcada por um estilo político não convencional e por declarações polêmicas. Durante a campanha, adotou o discurso que lhe daria a vitória na eleição: “Faça a América Grande Novamente”, prometendo diversas medida para a economia, imigração, comércio e política externa, visando o protagonismo global dos EUA.

Apesar das expectativas iniciais negativas, Trump conquistou a nomeação republicana nas prévias do partido e enfrentou, na disputa pela presidência, a candidata democrata Hillary Clinton nas eleições de 2016. Superando muitos prognósticos novamente, Trump venceu a eleição presidencial, obtendo a maioria dos votos no Colégio Eleitoral, embora tenha perdido as eleições no voto popular.

O mandato

Ao assumir a presidência em 20 de janeiro de 2017, Trump enfrentou uma série de desafios políticos. Fazendo jus às suas promessa de campanha, durante seu mandato buscou implementar uma agenda conservadora, incluindo reformas tributárias, desregulamentação de diversos setores, imigração restritiva e medidas protecionistas no comércio internacional. Além disso, esteve envolvido em diversas controvérsias, incluindo investigações sobre a interferência russa nas eleições de 2016, ano em que foi eleito, a destituição de altos funcionários do governo, polêmicas sobre a questão da imigração e relações tensas com a imprensa.

Campanha à reeleição e derrota para Joe Biden

Em 2020, Trump concorreu à reeleição contra o democrata Joe Biden. Após uma campanha acirrada e uma contagem de votos prolongada, Biden foi declarado o vencedor das eleições. Sua derrota, tanto no voto popular quanto no Colégio Eleitoral, culminou, em 6 de janeiro, na fatídica invasão do Capitólio.

Após deixar a presidência em 20 de janeiro de 2021, Trump optou por manter uma presença ativa na política norte-americana. Continuou a ser uma figura influente dentro do Partido Republicano deixando em aberto a possibilidade de concorrer novamente à presidência em futuras eleições. Seu estilo único de governança e postura populista renderam-lhe uma base leal de apoiadores, na mesma proporção, no entanto, em que geraram críticas intensas de seus oponentes.

Alguns aspectos do governo Trump

O governo de Donald Trump foi turbulento, tanto internamente, quanto para a geopolítica mundial. Durante seu mandato, Trump foi ambíguo em diversas de suas politicas. Estabeleceu relações controvérsias com a Rússia, radicalizou na condução da política com o Irã e manteve imprevisível movimento de aproximação com a Coreia do Norte, cujos resultados pareceram não ter ido além de meros espetáculos para a mídia internacional. Além disso, foi extremamente rigoroso em suas políticas para imigração, gerando diversas críticas e condenações por parte de organizações de defesa dos direitos humanos.

Política Imigratória do governo Trump

A política imigratória do governo Trump foi caracterizada por uma postura restritiva em relação à imigração para os Estados Unidos. A administração Trump procurou fortalecer as medidas de segurança nas fronteiras e limitar a entrada de estrangeiros ilegalmente no país, com o objetivo declarado de proteger os empregos e a segurança dos norte-americanos, derivando dai diversas medidas que impactaram o fluxo imigratório para os EUA.

O muro na fronteira com o México e política de tolerância zero à imigração

Uma das ações que mais ganhou destaque foi a promessa de construir um muro ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México. Trump afirmou que a construção do muro seria uma medida crucial para impedir a entrada ilegal de imigrantes e o tráfico de drogas. Por diversas vezes, chegou a afirmar que os próprios mexicanos pagariam os custos da obra No entanto, o financiamento e a construção do muro enfrentaram resistência no Congresso e diversos desafios legais, não se concretizando plenamente.

Outra política chave foi a implementação da política de “tolerância zero” em relação à imigração ilegal na fronteira sul dos EUA. Essa política resultou na separação de crianças migrantes de seus pais ou responsáveis, o que gerou uma onda de críticas internacionais. Posteriormente, houve uma reversão da política de separação familiar diante da pressão pública.

Restrição à emissão de vistos

O governo Trump também buscou restringir a imigração legal por meio de várias ações e mudanças nas políticas. Foram implementadas restrições de entrada e emissão de vistos para cidadãos de determinados países, com base em preocupações de segurança nacional. Além disso, o governo tentou limitar a concessão de vistos de trabalho temporário e restringir o acesso a certos programas de imigração, como o programa de loteria de vistos.

O programa DACA (Deferred Action for Childhood Arrivals), que protegia jovens imigrantes indocumentados que foram trazidos aos Estados Unidos quando crianças, também esteve na mira da administração Trump. Em 2017, o governo anunciou planos para encerrar gradualmente o programa, mas várias decisões judiciais subsequentes mantiveram o DACA em vigor.

Críticas e reações às políticas imigratórias de Trump

A política imigratória de Trump gerou debates intensos e críticas de grupos defensores dos direitos dos imigrantes, organizações de direitos humanos e alguns líderes políticos. Os opositores argumentaram que as medidas adotadas foram desumanas, discriminatórias e contrárias aos princípios de inclusão e diversidade que historicamente têm sido uma parte importante da identidade dos Estados Unidos.

Por outro lado, apoiadores de Trump afirmaram que suas políticas eram necessárias para proteger os interesses e a segurança do país, bem como para garantir a aplicação adequada das leis de imigração. Essas políticas foram vistas como uma resposta às preocupações sobre a imigração ilegal e suas consequências sociais e econômicas para os EUA

Políticas de Trump em relação ao Brasil e à América do Sul

Durante seu mandato, o presidente Donald Trump manteve relações variadas com o Brasil. Embora não tenha havido uma grande reformulação nas relações bilaterais entre os dois países, algumas questões e políticas específicas se destacaram.

Comércio

Trump expressou interesse em fortalecer as relações comerciais entre os Estados Unidos e o Brasil. Ele destacou a importância do Brasil como um parceiro comercial significativo e elogiou as reformas econômicas implementadas pelo governo brasileiro. No entanto, não houve grandes avanços em acordos comerciais substanciais entre os dois países durante seu mandato.

Política ambiental

Trump retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima, que tem como objetivo combater as mudanças climáticas. O Brasil, por sua vez, expressou compromisso com o acordo e continuou a implementar políticas de preservação ambiental, como a proteção da Floresta Amazônica. Essa diferença na abordagem em relação às questões ambientais gerou algumas tensões entre os dois países.

Venezuela

Trump adotou uma postura dura em relação ao governo venezuelano de Nicolás Maduro. Ele reconheceu o líder opositor Juan Guaidó como o presidente interino da Venezuela e impôs sanções econômicas ao país. O governo brasileiro também apoiou Guaidó e manteve uma posição alinhada aos Estados Unidos nessa questão.

Imigração

Trump adotou uma postura restritiva em relação à imigração, como mencionado anteriormente. Embora não tenha havido uma política específica voltada para a imigração brasileira, as políticas de imigração de Trump tiveram implicações mais amplas para os imigrantes em geral.

No geral, a relação entre os Estados Unidos e o Brasil durante a presidência de Trump foi caracterizada por uma interação variada. Embora tenha havido algumas áreas de convergência, como no caso da situação na Venezuela, também houve diferenças em questões como meio ambiente e imigração. É importante notar que a relação bilateral entre os dois países é multifacetada e influenciada por diversos fatores, incluindo as políticas e prioridades específicas de cada governo.

Relação com a Rússia

A relação do governo Trump com a Rússia foi um tema bastante debatido e controverso durante seu mandato. Desde o início de sua campanha presidencial, Trump adotou uma postura mais conciliatória em relação à Rússia, expressando disposição para melhorar as relações bilaterais e trabalhar em conjunto em questões de interesse mútuo, como o combate ao terrorismo.

Durante seu mandato, Trump se reuniu pessoalmente com o presidente russo, Vladimir Putin, em várias ocasiões. A mais notável foi a reunião de cúpula em Helsinque, em 2018, na qual as declarações de Trump geraram críticas, pois pareciam questionar as conclusões das agências de inteligência dos EUA sobre a interferência russa nas eleições de 2016.

Apesar da postura conciliatória de Trump, o governo dos EUA impôs sanções econômicas a Rússia em várias ocasiões. Essas sanções foram, em sua maioria, em resposta à interferência russa nas eleições, à anexação da Crimeia, à agressão na Ucrânia e a outras ações consideradas como desestabilizadoras da geopolítica global.

Houve uma série de altos e baixos nas relações entre os EUA e a Rússia. Embora tenha havido momentos de cooperação, como a assinatura do tratado New START de controle de armas, também houve tensões, como o apoio dos EUA à Ucrânia, ações militares na Síria e disputas comerciais.

Trump e Kin Jong-un

Durante o seu governo, Trump e Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, realizaram duas cúpulas. A primeira ocorreu em junho de 2018, em Singapura, e a segunda em fevereiro de 2019, em Hanói, Vietnã. Essas cúpulas foram as primeiras reuniões entre os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte.

Um dos principais objetivos das cúpulas era buscar a desnuclearização da Coreia do Norte. No entanto, os resultados concretos foram limitados, com as negociações não avançando para além de declarações de intenção e compromissos vagos.

Apesar das cúpulas e das tentativas de diplomacia, as tensões entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte continuaram a existir. Em alguns momentos, houve trocas de retórica agressiva entre Trump e Kim, incluindo ameaças de guerra e insultos pessoais.

EUA e Irã durante o governo de Donald Trump

A relação entre o governo Trump e o Irã foi marcada por tensões e confrontos. Em maio de 2018, Trump anunciou a retirada unilateral dos Estados Unidos do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), conhecido como Acordo Nuclear com o Irã. Essa ação foi altamente controversa, pois o JCPOA era um acordo multilateral assinado em 2015, envolvendo o Irã, os Estados Unidos, a Rússia, a China, o Reino Unido, a França, a Alemanha e a União Europeia, e visava limitar o programa nuclear iraniano em troca do alívio das sanções econômicas.

Após a retirada do JCPOA, os Estados Unidos restabeleceram e ampliaram as sanções econômicas contra o Irã. Essas sanções tiveram como objetivo pressionar o Irã a modificar suas políticas regionais, seu programa de mísseis balísticos e suas atividades nucleares.

Confrontos militares

Durante o governo Trump, ocorreram diversos confrontos militares indiretos entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio. Isso incluiu ataques com drones, confrontos marítimos no Golfo Pérsico e o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani em um ataque aéreo norte-americano em janeiro de 2020, em Bagdá, no Iraque. Esses incidentes aumentaram as tensões e geraram preocupações sobre a possibilidade de um conflito aberto entre os dois países.

O governo Trump adotou uma política de “pressão máxima” em relação ao Irã, com o objetivo de forçar o país a renegociar um novo acordo nuclear com termos mais favoráveis aos interesses dos Estados Unidos. Essa política incluiu medidas econômicas, diplomáticas e militares para aumentar a pressão sobre o governo iraniano.

Apesar das tensões e confrontos, houve momentos em que Trump expressou disposição para negociar diretamente com o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. No entanto, a proposta foi rejeitada repetidas vezes pelo governo iraniano, alegando não haver predisposição para o diálogo enquanto perdurassem as sanções impostas pelos EUA.

Atuação durante a pandemia de Covid-19

Durante a pandemia de Covid-19, houve diversas críticas à atuação do governo Trump, incluindo atrasos na implementação de medidas de controle e comunicação confusa. O governo também enfrentou desafios na expansão dos testes e na obtenção de equipamentos de proteção individual adequados para os profissionais de saúde.

Posteriormente, Trump lançou a Operação Warp Speed, um esforço para acelerar o desenvolvimento e distribuição de vacinas contra a doença. Essa iniciativa foi elogiada por sua abordagem agressiva na busca por uma vacina, resultando na autorização de várias vacinas em tempo razoavelmente rápido.

Ainda, durante a pandemia, em janeiro de 2020, o governo Trump implementou restrições de viagem para pessoas que estiveram na China e em outros países afetados. No entanto, algumas críticas surgiram em relação à eficácia dessas restrições e à resposta do governo ao problema, pautadas por disputas públicas entre Trump e especialistas em saúde pública, principalmente, sobre questões como o uso de máscaras, tratamentos adequados e a gravidade da doença. Além disso, houve preocupações sobre a disseminação de desinformação e teorias da conspiração relacionadas ao vírus.

Por fim, o governo Trump implementou alguns pacotes de estímulo econômico para ajudar a mitigar os impactos da pandemia na economia. Esses pacotes incluíram pagamentos diretos às pessoas, empréstimos a pequenas empresas e apoio a setores afetados.

Principais legados do governo Trump, para críticos e apoiadores

Política econômica: adotou uma série de políticas econômicas, incluindo cortes de impostos para empresas e indivíduos e medidas protecionistas em relação ao comércio internacional. Os defensores de suas políticas afirmam que elas contribuíram para o crescimento econômico e a criação de empregos, enquanto os críticos argumentam que os benefícios foram desigualmente distribuídos, além de contribuir para o aumento do déficit fiscal.

Nomeações judiciais: nomeou três juízes para a Suprema Corte dos Estados Unidos, moldando a composição ideológica do tribunal por muitos anos. Suas nomeações conservadoras foram bem recebidas pelos republicanos e preocuparam alguns democratas em relação a possíveis mudanças em decisões importantes sobre questões sociais e de direitos.

Política imigratória: implementou políticas mais rigorosas de controle de fronteiras, incluindo a tentativa de construção de um muro na fronteira com o México e a imposição de restrições de entrada a cidadãos de países de maioria muçulmana. Essas políticas foram elogiadas por seus apoiadores como medidas de segurança, mas criticadas por muitos por questões humanitárias e violação de direitos.

Relações internacionais: foi caracterizada por um estilo unilateral e imprevisível, crítica em relação a acordos e organizações multilaterais, como a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio. Além disso, houve um foco em negociações comerciais bilaterais e uma postura mais rígida em relação a países como China e Irã.

Divisões e polarização: O governo Trump foi marcado por profundas divisões políticas e polarização na sociedade americana. Suas declarações e posturas muitas vezes geraram polêmica e debates acalorados. Alguns argumentam que ele capitalizou divisões existentes e acentuou a polarização política, enquanto outros veem suas ações como uma resposta ao sistema político estabelecidos.

Fim do governo Trump

Nos últimos dias de seu mandato, Trump tomou meras medidas administrativas, como assinatura de ordens executivas, discursos de despedida, além da concessão de perdões presidenciais. Marcou sua saída do poder, os empedernidos ataques ao sistema eleitoral dos EUA, que encontraram eco entre seus apoiadores, levando a graves consequências, como a invasão do Capitólio e outras tensões sociais.

Trump se tornou o primeiro, e até então, único presidente dos Estados Unidos a sofrer dois processos de impeachment, sendo um deles aprovado pela Câmara dos Representantes, embora tenha sido absolvido pelo Senado.

Inegavelmente, o governo Trump teve significativo impacto na política e na sociedade americana e sua postura populista, nacionalista e estilo de governança dividiram opiniões. Suas políticas abrangeram uma ampla gama de áreas, tais como imigração, comércio, relações internacionais, meio ambiente e saúde. Seu legado continua sendo objeto de debate e avaliação.

Fontes adicionais

Porque o encontro entre Trump e Putin importa

Trump anuncia retirada dos EUA de acordo nuclear com o Irã

Trump se reúne com Kim Jong-un e se torna o primeiro presidente americano a entrar na Coreia do Norte

Imigração nos EUA: a política de tolerância zero e o drama das crianças na fronteira

Trump poderia ter evitado 40% das mortes por Covid-19 nos EUA, diz ‘Lancet’

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Invasão do Capitólio, 6 de janeiro de 2021. https://historiaeatualidades.com.br/2021/01/10/invasao-do-capitolio-6-de-janeiro-de-2021/ https://historiaeatualidades.com.br/2021/01/10/invasao-do-capitolio-6-de-janeiro-de-2021/#respond Sun, 10 Jan 2021 13:42:00 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=15895 A invasão do Capitólio dos Estados Unidos ocorreu em 6 de janeiro de 2021. Foi um evento significativo, marcado pela ação de apoiadores do então presidente Donald Trump, que invadiram o prédio onde funciona o Congresso dos EUA, em Washington, D.C., interrompendo a sessão conjunta dos congressistas para certificar a vitória eleitoral do presidente eleito Joe Biden.

Ao longo de todo o período eleitoral, Trump usou de uma retórica agressiva, alegando que as eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos estavam sendo marcadas por fraude eleitoral e irregularidades que, segundo ele, teriam influenciado o resultado a favor do então presidente eleito.

Pouco antes dos eventos de 6 de janeiro de 2021, nos momentos que antecederam a invasão do Capitólio dos Estados Unidos, Donald Trump fez um discurso inflamado a uma multidão de apoiadores nas proximidades da Casa Branca. No discurso, Trump repetiu alegações sem provas de fraude eleitoral e pediu que os manifestantes marchassem até o Capitólio.

A invasão do Capitólio

Inflamados pelo discurso de Trump, os invasores romperam as barreiras de segurança do prédio, vandalizaram as instalações e entraram em confronto com a polícia. A sessão foi suspensa e os membros do Congresso foram evacuados ou se abrigaram em seus gabinetes. Infelizmente, ocorreram mortes e feridos durante a invasão.

O incidente ganhou ampla repercussão, com condenações veementes de autoridades, tanto internamente nos Estados Unidos quanto internacionalmente. O episódio levou Trump a mais um processo de impeachment nos últimos dias de seu governo. Apesar da gravidade dos fatos e da aceitação do processo pela Câmara dos Representantes por “incitação à insurreição”, Trump foi absorvido pelo Senado.

Mortos e feridos durante a invasão

A invasão do Capitólio deixou um saldo de várias pessoas foram feridas e mortas.

Cinco pessoas perderam a vida, entre elas, Brian Sicknick, um policial que cumpria serviços no Capitólio, agredido durante o confronto, faleceu posteriormente. Além dele, Ashli Babbitt, que participava das manifestações violentas, foi baleada pela polícia enquanto tentava entrar em uma área restrita do prédio. As outras três mortes ocorreram devido a emergências médicas durante o incidente, mas não estavam diretamente relacionadas à violência física.

Além das cinco pessoas mortas, várias outras ficaram feridas durante a invasão, incluindo policiais e invasores. As lesões variaram de ferimentos leves a graves e incluíram contusões, fraturas, lacerações e concussões. Os dados exatos sobre o número total de feridos variou conforme dados noticiados pela impressa, mas houve um número expressivo de pessoas afetadas pelos confrontos violentos.

Presos durante a invasão ao Capitólio

Centenas de pessoas foram presas no decorrer das investigações relacionadas à invasão do Capitólio. Os números exatos variam conforme as fontes e o andamento das investigações, mas pelo menos 500 pessoas foram detidas e acusadas de uma variedade de crimes relacionados ao evento.

As acusações que recaem sobre os manifestantes que praticaram os atos violentos, incluem invasão ilegal, conduta desordenada, agressão a policiais, vandalismo, conspiração, entre outros. As investigações continuam em andamento e é possível que o número de pessoas presas e processadas aumente ao longo dos anos, a medida que evidências sejam coletadas.

Eleições e os antecedentes da invasão do Capitólio

O processo eleitoral dos EUA em 2020, foi marcado por polêmicas fomentadas pelo então presidente, Donald Trump. Ao longo do processo, Trump alegou, por diversas vezes, sem apresentar provas, que as eleições estavam sendo fraudadas e contaminadas por irregularidades, de maneira a influenciar o resultado a favor de Joe Biden. Alguns dos principais argumentos usados por Trump para motivar seus apoiadores a não aceitarem o resultado das eleições, caso não fosse eleito, foram:

Votos por correio

Trump alegou repetidamente que a votação por correio era suscetível a fraudes e que muitos votos eram enviados ilegalmente. No entanto, a votação por correio é uma prática legal e comum nos Estados Unidos, e não há evidências significativas de que tenha ocorrido qualquer tipo de fraude.

Votação eletrônica e software utilizados

Trump afirmou que as máquinas de votação e o software utilizados nas eleições foram programados para alterar votos de forma fraudulenta. No entanto, várias auditorias e recontagens realizadas confirmaram a precisão dos resultados e não encontraram evidências substanciais de manipulação de votos.

Observadores partidários

Trump argumentou que seus observadores eram impedidos de acompanhar adequadamente o processo de contagem de votos em alguns locais. No entanto, tribunais em vários estados rejeitaram essas alegações, afirmando que não havia evidências de irregularidades significativas ou violações dos direitos dos observadores.

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A explosão em Beirute e um breve resumo da história do Líbano. https://historiaeatualidades.com.br/2020/08/10/a-explosao-em-beirute-e-um-breve-resumo-da-historia-do-libano/ https://historiaeatualidades.com.br/2020/08/10/a-explosao-em-beirute-e-um-breve-resumo-da-historia-do-libano/#respond Mon, 10 Aug 2020 09:00:00 +0000 https://richardabreu.com.br/?p=5232 No dia 04 de agosto (2020), uma explosão de dimensões gigantescas destruiu parte de Beirute, capital do Líbano, deixando mais de uma centena de pessoas mortas, cinco mil feridos e uma estimativa de mais de trezentos mil desabrigados. Mais ainda: o porto de Beirute, que se constituía em um dos principais polos econômicos do país, epicentro da explosão, ficou totalmente devastado. Tragédia que se soma à grave crise econômica, política e social que há décadas consome o Líbano.

O Líbano

Com extensão territorial de 10.400 Km², o Líbano abriga uma população de aproximadamente dez milhões de pessoas. Entre os principais grupos étnico-religiosos, encontra-se uma maioria muçulmana, dividida entre sunitas e xiitas, que forma quase 60% da população, e uma considerável comunidade de cristãos (ortodoxos, católicos e protestantes). Além disso, desde o século passado o Líbano abriga extensos campos de refugiados com palestinos que fugiram de Israel e, mais recentemente, de sírios, que desde o início da guerra da Síria, cruzaram a fronteira norte do país fugindo do conflito.

Localizado na Ásia Ocidental, o Líbano faz fronteira ao sul com o estado de Israel; ao norte e a oeste é circundado pela Síria; e a leste, é banhado pelo mar Mediterrâneo. O território hoje ocupado pelo país, foi berço da civilização Fenícia, entre o primeiro e segundo milênio antes de Cristo.

História do país

A constituição do Líbano como país, no entanto, remonta às primeiras décadas do século passado, quando o país surgiu no mapa geopolítico do Oriente Médio. Após o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, com a desintegração do império Turco-Otomano, a França e a Grã-Bretanha, que saíram vitoriosas do conflito, dividiram a região que formava a Grande Síria conforme seus interesses particulares. O território que compõe o Líbano foi desmembrado e ficou sob domínio francês. Somente em 1941, com a França fragilizada pela Segunda Guerra Mundial, o Líbano conquistou a sua independência e, em 1943, a França retirou em definitivo as suas tropas do território libanês.

Desde então, alternando períodos de maior ou menor estabilidade, o país vive em meio e à sombra dos diversos conflitos que envolvem a região, e em 1976, mergulhou em uma caótica guerra civil que culminou, em 1982, com o assassinato do presidente Bashir Gemayel e consequente invasão de seu território pelo exército israelense. A guerra durou até 1990, mas as tropas de Israel permaneceram no sul do país até o ano 2000, quando foram substiutídas por forças do ONU.

Conflitos e situação atual

Permanentemente acossado pelos infindáveis conflitos regionais, agravados por suas próprias disputas internas, o Líbano vive hoje devastado pela corrupção política e pelo atraso econômico e sofre ataques constante à sua frágil soberania, tanto da parte de Israel quanto da Síria.

Soma-se ao flagelo vivido pelo país, a crise de refugiados no Oriente Médio provocada pela guerra na Síria. Estimativas da ONU indicam que desde 2011, o Líbano tenha recebido mais de 1,5 milhão de pessoas fugidas do conflito no país vizinho. Situação que agrava a precária condição do país e eleva as tensões locais. Os trágicos acontecimentos do último dia 4 de agosto (2020), colocam agora a prova, a capacidade do Líbano de sobreviver como uma nação soberana.

O pequeno país, clama pela solidariedade internacional!

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O assassinato de Qasem Soleimani https://historiaeatualidades.com.br/2020/01/04/o-assassinato-de-qasem-soleimani/ https://historiaeatualidades.com.br/2020/01/04/o-assassinato-de-qasem-soleimani/#respond Sat, 04 Jan 2020 13:49:00 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=15698 Na madrugada do dia 3 de janeiro, o comboio em que trafegava Qasem Soleimani foi atingido por mísseis disparados por drones controlados pelos EUA quando deixava o aeroporto de Bagdá. Na comitiva, também se encontrava Abu Mehdi Al Muhandis, chefe de uma milícia xiita no Iraque. O ataque foi ordenado pelos Estados Unidos, sob o comando do então presidente Donald Trump, que justificou a ação como uma medida defensiva para evitar ataques iminentes contra cidadãos americanos.

Quem era Soleimani?

Qasem SoleimanI era líder supremo da Guarda Revolucionária Iraniana, conhecida também como Força Quds, uma espécie de força paralela ao exército oficial do país, criada a partir do triunfo da Revolução Iraniana, liderada pelo aiatolá Khomeini, em 1979. Soleimani foi combatente na guerra Irã-Iraque nos anos 1980, galgou ao posto máximo da organização paramilitar e tornou-se um dos principais homens do regime iraniano nos últimos anos. Tinha o papel de articular todas as ações de interesse do Irã na região do Oriente Médio. Os EUA o acusam pela morte de cidadãos americanos em atos supostamente orquestrados pelo Irã, o último deles, a invasão à embaixada americana no Iraque no final de dezembro de 2019.

Consequências do atentado ao líder iraniano Soleimani

O assassinato de Soleimani provocou uma escalada significativa nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, aumentando a instabilidade na região do Oriente Médio. O Irã prometeu vingança e retaliou realizando ataques com mísseis contra bases militares americanas no Iraque. Esses eventos desencadearam uma crise que resultou em preocupações internacionais sobre um possível conflito entre os dois países. Algumas das principais consequências foram:

Instabilidade na região

O atentado contra Soleimani aprofundou a instabilidade no Oriente Médio. A influência e as conexões de Soleimani com grupos e milícias xiitas na região levaram a uma série de eventos subsequentes, incluindo ataques e confrontos no Iraque, Síria, Iêmen e outros países. Isso agravou os conflitos e a situação de segurança na região.

Retaliação iraniana e ataques a interesses americanos

O Irã prometeu vingança pelo assassinato de Soleimani e realizou ataques diretos a interesses americanos no Iraque. Isso incluiu o bombardeio de bases militares que abrigavam tropas dos EUA. Os ataques resultaram em lesões em militares americanos, mas não deixaram mortos.

Cancelamento do acordo nuclear

Após o assassinato de Soleimani o Irã anunciou que reduziria ainda mais seu compromisso com o acordo nuclear de 2015, firmado com os EUA e países da Europa, além de comunicar que aumentaria suas atividades nucleares. Esse acontecimento colocou em risco a estabilidade e a diplomacia na região.

Impacto geopolítico

O assassinato de Soleimani teve repercussões geopolíticas. Países como Rússia, China e aliados do Irã expressaram preocupação com a escalada das tensões e pediram moderação. Esses eventos também influenciaram as dinâmicas regionais, afetando o equilíbrio de poder e as alianças no Oriente Médio.

O que são as Forças Quds do Irã?

As Forças Quds, ou Força Quds ou Qods, são uma unidade especial da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Foi criada em 1980 por ordem do líder supremo do Irã, aiatolá Ruhollah Khomeini.

O objetivo principal das Forças Quds é conduzir operações militares e estratégicas no exterior, particularmente em países do Oriente Médio. Seu foco principal é apoiar grupos e organizações aliadas, especialmente aqueles que compartilham interesses e objetivos comuns com o Irã.

As Forças Quds são conhecidas por sua atuação em uma variedade de atividades, incluindo inteligência, operações clandestinas, treinamento de grupos aliados, fornecimento de armas e recursos, e aconselhamento militar. Elas têm desempenhado um papel significativo em conflitos e eventos em países como Iraque, Síria, Líbano, Iêmen e outros.

As Forças Quds são consideradas uma parte importante da estratégia regional do Irã, visando a proteção e a promoção dos interesses do país em diferentes países e contextos geopolíticos. Após a morte de Soleimani, o general Esmail Ghaani assumiu interinamente o comando da Guara Revolucionária Iraniana. Ghaani era um alto comandante das Forças Quds e trabalhou em estreita colaboração com Soleimani por muitos anos.

Qual a origem da rivalidade entre Irã e EUA?

Durante a ditadura do xá Reza Pahlevi, que durou de 1953 à 1978, Irã e EUA mantiveram uma relação amistosa, com trocas comerciais e culturais. O governo do xá, no entanto, era constantemente acusado por parte da população iraniana de submissão aos interesses norte-americanos em detrimento do bem-estar e prosperidade da própria população. Em 1978, liderados pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, parte da oposição se rebelou contra Reza Pahlevi e o destituiu do poder em 1979, proclamando o Irã, a partir de então, uma república islâmica, de caráter nacionalista, fortemente opositora à interferência dos EUA no país.

Khomeini instituiu reformas sociais e econômicas no Irã e cortou oficialmente relações com os Estados Unidos. Pouco mais de um ano após a consolidação da revolução, o governo americano, a fim de desestabilizar a ditadura teocrática iraniana, incitou a invasão do Irã pelo Iraque, então liderado pelo ditador Saddam Hussein. Os dois países travaram uma guerra de oito anos, com saldo de mais de um milhão de mortos.

Relações diplomáticas

Desde a instituição da república islâmica, portanto, Irã e EUA não mantém relações diplomáticas. Durante o governo de Bill Clinton (1993 e 2001), os dois países iniciaram o que parecia ser um promissor diálogo, interrompido pelo sucessor de Clinton na Casa Branca, George W. Bush (2001 a 2009). Bush não só interrompeu as negociações, como classificou o Irã como um país terrorista, colocando-o no “eixo do mal”, juntamente com a Coreia do Norte.

Com Barack Obama (2009 a 2017), houve nova tentativa de diálogo, mas a eleição de Donald Trump, em 2016, travou novamente as negociações, quando Trump resolveu retirar unilateralmente os EUA do acordo nuclear que vinha sendo costurado por Obama, esperança de que as duas nações pudessem, enfim, por fim às hostilidades recíprocas e encontrassem saída pacífica para as principais questões que as colocam em rota de colisão.

Fontes adicionais:

Quem é Esmail Qaani, sucessor de Qasem Soleimani à frente da força de elite militar do Irã

EUA matam o poderoso general iraniano Soleimani em um ataque no aeroporto de Bagdá

Por que o general iraniano Qasem Soleimani foi morto pelos EUA e o que acontece agora

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