A reconstituição foi feita a partir da múmia KV 55, encontrada em 1907, no Vale dos Reis. Não é garantido que essa múmia pertença realmente à Akhenaton, mas testes de DNA indicam parentesco da múmia com outro importante faraó, Tutancâmon, que era filho de Akhenaton.
(…) a história que se sabe do primeiro faraó monoteísta, que instaurou um culto a um deus único, é muito incerta. Então, o que a reconstrução fez foi resgatar, “de um modo metafórico, uma das múmias mais controversas e importantes da história do planeta, potencialmente atribuída a Akhenaton”, afirma comunicado do FABA.
Revista Galileu
Akhenaton promoveu no Egito antigo uma profunda reforma religiosa, que perdurou enquanto durou o seu governo. Durante esse período, Akhenaton instituiu o culto monoteísta a Aton, o deus solar. Construiu templos e uma cidade própria, Akhetaton, que passou a ser a capital do Egito durante o seu reinado.
A reconstituição do suposto rosto do faraó levou meses, segundo Francesco Galassi, diretor do Centro de Pesquisa em Antropologia Forense, Paleopatologia e Bioarqueologia (FAPAB), e foi realizada a partir de uma técnica chamada de Método Manchester, que consiste na modelagem computadorizada de ligamentos faciais e músculos a partir da anatomia de um crânio.
Os músculos e ligamentos faciais são modelados no molde do crânio, de acordo com as regras da anatomia (…) A pele é colocada em cima disso, e as espessuras do tecido são valores médios que foram determinados cientificamente” (Francesco Galassi).
Revista Galileu
O nome do brasileiro por trás desse prodígio é Cícero Moraes, que é especialista em reconstituições em 3D e trabalhou em conjunto com o FAPAB durante todo o projeto. Parabéns ao nosso compatriota e à ciência, por nos levar cada vez mais próximos dos grandes mistérios do passado!
]]>Todos os anos, por ocasião do aniversário do massacre, o governo da China cerca-se de todos os meios para censurar a memória dos lamentáveis fatos que resultaram na morte de centenas de pessoas. Nos dias que antecedem a data, os locais que serviram de palco à sangrenta repressão, normalmente, são fechados e cercados por forças policiais. E a vigilância sobre qualquer movimento que possa querer fazer ressurgir as lembranças de tão trágico acontecimento, é aumentada, a fim de silenciar vozes dissidentes.
Este ano, a poderosa censura chinesa sobre o massacre de Tiananmen, ganhou ainda mais peso, em um episódio bastante obscuro, envolvendo a gigante de tecnologia Microsoft. Embora a companhia negue qualquer ação voluntária sobre o caso, o fato é que seu buscador, Bing, censurou, deliberamente, as buscas de usuários que procuravam por “Tank Man”. A Microsoft disse tratar-se de um incidente, mas exatamente nada data em que o massacre completou 32 anos, qualquer busca pela expressão que levasse à fotografia de Jeff Widener não retornava resultado algum. A fotografia, literalmente, sumiu dos resultados do buscador da Microsoft por horas, ao longo de todo o dia.
Durante o período, as buscas no Bing retornavam apenas uma mensagem: “Não há resultados para o homem dos tanques”. Por outro lado, em buscadores como o Google, que não opera na China, os resultados para a imagem eram exibidos normalmente. O Google é responsável por 92% das pesquisas na internet em todo o mundo, mas não é possível acessá-lo a partir do território chinês, a menos que os usuários façam uso de meios para burlar a censura na rede. Na China, o mercado de buscas online é dominado pelo Baidu, que atua em conformidade com a política de censura do governo chinês.
Microsoft, L A M E N T Á V EL !
]]>Entre os achados estão, também, moedas antigas e ossos de animais domésticos, como gatos e porcos, possivelmente, criados no local em datas ainda imprecisas. As peças estão sendo devidamente catalogadas e é possível que, após a reforma, ganhem as vitrines de exposições do próprio museu. Por enquanto, elas podem ser vistas em fotos, nas redes sociais do museu, acessando as páginas @museudoipiranga, tanto no Facebook, quanto no Instagram. Além dos recentes achados, nas páginas do museu é possível acompanhar o dia a dia da instituição, com publicações em fotos e vídeos que remetem às suas linhas de pesquisas, além de uma agenda de lives promovidas por pesquisadores do próprio museu e convidados.
O resultado da pesquisa foi publicado na revista Science Advances e é um primeiro passo na investigação de um enigma que guarda silêncio milenar.
Após desvendar a composião química das rochas, os cientistas liderados por David Nash, confirmaram a hipótese de que parte das pedras pussuem uma química semelhante. A partir de então, inferiram uma origem comum, ou fonte provedora daquele tipo de rocha.
O passo seguinte, foi investigar locais que possuíssem pedras com composição similar. Após comparação entre vinte possíveis locais, descobriram uma localidade à vinte e cinco quilômetros do monumento, com um tipo de rocha que mais se enquadrava na análise. Concluíram, então que as rochas que formam o monumento de Stoneheng são oriundas de West Woods, no condado de Wiltshire, no sul da Inglaterra. As discussões agora, talvez avancem na direção de como essas pedras foram transportadas e como foram montadas umas sobre as outras, formando um verdadeiro complexo arquitetônico. David Nash tem uma pista: “Acho que uma sociedade muito organizada viveu lá”.
Os estudos dão um passo importante em direção ao desvelamento dessa magnífica obra deixada pelo homem, que irrompe séculos e milênios fascinando a humanidade e fomentando a curiosidade a cerca de nossos antepassados.
Stonehenge está localizado no sul da Inglaterra, no condado de Whiltshire, na planície de Salisbury. É certamente um dos mais famosos monumentos desta natureza, embora não seja o único desse tipo encontrado naquela região. Trata-se das ruínas de um megalítico construído pelo homem do período neolítico, aproximadamente entre 5.000 e 3.500 a.C, com pedras de até cinquenta toneladas e cinco metros de altura.
O termo Stonehenge vem da junção das palavras do inglês arcaico “stan” (pedra) e “heng” (eixo). Há muitas especulações científicas a cerca da finalidade e usos destas construções pelos povos primitivos, mas muitas, talvez, nunca passarão de meras hipóteses. Embora a ciência tenha avançado na busca de respostas, poucas são conclusivas e são apenas de deduções a partir de estudos sobre este tipo de construção.
Os povos que construíram Stonehenge ainda não haviam desenvolvido a escrita e isso realmente é um dificultador para que historiadores, arqueólogos, e outros cientistas que estudam o monumento, compreendam a sua real função. As hipóteses mais prováveis é que tenha servido como local de realização de cultos religiosos ou como ponto de observação astronômica, uma vez que a disposição das pedras guardam um alinhamento preciso com a posição do Sol. É possível que a partir dali, tenha sido possível observar fenômenos astronômicos, como os solstícios e posicionamento dos astros, de uma maneira privilegiada.
Escavações arqueológicas indicam também que Stonehenge serviu para o sepultamento de corpos humanos. Os restos mortais, em sua maioria, foram encontrados em covas dispostas em ordens geométricas perfeitas, com o detalhe de que todos passavam por um processo de cremação, fatos que reforçam teses científicas de que Stonehenge tinha finalidades religiosas.
Recentemente, uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Brington, descobriram a origem de parte das pedras que formam Stonehenge, chegando a conclusão de que são oriundas de uma região próxima, que aprensenta rochas com composição química similar. Mas questões que intrigam a ciência há anos, ainda não possuem respostas, como a técnica usda para transporte e alçamento dos blocos de pedras uns sobre os outros, fenômeno semelhantes ao que intriga também estudiosos das pirâmides do Egito e de outros construções antigas e pré-históricas.
Atualmente, Stonehenge é visitado por milhares de turistas anualmente e constituí-se em um dos principais pontos turísticos do Grã-Bretanha. Enquanto respostas conclusivas não chegam, resta-nos o fascínio e exercício da imaginação para lidar com os mistérios desse colossal empreendimento do esforço humano.
O Coranarquive (em tradução literal, Corona Arquivo) é um portal criado por historiadores alemães para receber fotos, textos, áudios ou vídeos, enviados por qualquer pessoa que tenha interesse em deixar registradas as suas experiências ou ‘flagrantes’ do cotidiano, em um museu para a posteridade.
Os registros podem ser feitos inclusive de forma anônima e o arquivo já conta com acervo enviado por internautas de todo o mundo, como este relato enviado por um brasileiro, de São Paulo, que preferiu não se identificar:
“todo dia parece domingo”
na saudade de fazer coisas simples como ; sair , beber, andar de bike , de abraçar , de cuidar sem medo , saudade de não ter medo , saudade de achar que sabe como será sua semana seguinte , de não ter que ficar monitorando tudo que eu toco , de quando meus problemas eram mais filosóficos do que sociais . Sera que vai ter leito se eu ficar doente ? Sera que a minha mãe vai ficar doente ? Sera que eu vou pegar alguma coisa se eu pegar nessa Barra do metrô? Nesse papel do pedinte do ônibus? Será que eu to respirando muito rápido ? Será?Será?Será? Vários ”serás” que a gente tem refletido apenas consigo mesmo.
Há imagens diversas de locais ao redor do mundo, onde chama a atenção a ausência de pessoas. E claro, pessoas aproveitando a oportunidade para exibir o objeto fetiche da pandemia, suas máscaras.
Também consta do acervo, imagens inusitadas, como essa da Monalisa usando Máscaras:
E protestos políticos, como esse grafite, em alemão, que diz: “tussa na cara de um nazista”.
Aproveite, e deixe seu registro para a história, acesse: Coronarquive.
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