Datas Comemorativas – História e Atualdiades https://historiaeatualidades.com.br Com o prof. Richard Abreu Fri, 30 Sep 2022 11:41:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Como surgiu o dia do Professor? https://historiaeatualidades.com.br/2022/09/30/como-surgiu-o-dia-do-professor/ https://historiaeatualidades.com.br/2022/09/30/como-surgiu-o-dia-do-professor/#respond Fri, 30 Sep 2022 11:41:00 +0000 https://richardabreu.com.br/?p=13918 Você sabe como surgiu o dia do Professor, essa data que homenageia um dos profissionais mais importantes de uma sociedade? No Brasil o dia do Professor é comemorado todo dia 15 de outubro. Legalmente, foi instituído pelo Decreto Federal 52.682, de 1963, assinado pelo então presidente João Goulart e seu ministro da Educação e Cultura, Paulo de Tarso. Desde então, passou a ser considerado um feriado escolar. A data de 15 de outubro, no entanto, carrega simbolismos históricos que antecedem ao decreto e ensejou a escolha do dia como data oficial para a comemoração. Vamos conhecer um pouco de sua história.

Salomão Becker

Conta-se que em 1948, um professor da cidade de São Paulo, chamado Salomão Becker, sugeriu na escola em que trabalhava que se fizesse um dia de pausa para confraternização entre professores e estudantes. Àquela altura, o segundo semestre letivo do ano era longuíssimo, tendo início em meados de junho, terminando somente em fins de dezembro. A ideia de uma pausa no meio, portanto, seria mais que oportuna. E o dia escolhido foi 15 de outubro, dia em que na cidade do professor Salomão, já usava-se para um momento de confraternização, em que não havia uma atividade formal de ensino.

Mas mais que isso, o dia também seria utilizado pelo corpo de professores da escola para o planejamento pedagógico do restante do ano letivo. A ideia de Salomão foi aceita por todos e logo se espalhou Brasil afora. Assim, 15 de outubro acabou sendo celebrado informalmente como o Dia do Professor, até se tornar um feriado escolar oficial, por meio do decreto 14 de outubro de 1963, assinado pelo então presidente João Goulart.

Antecedentes históricos do Dia do Professor

Mas há antecedentes para essa data. Foi também em um 15 de outubro, exatos 120 anos antes da iniciativa do professor Salomão, que D. Pedro I, imperador do Brasil, instituiu a primeira lei do Ensino Elementar no Brasil. O texto da Lei, de 15 de outubro de 1827, dizia que deveriam ser criadas escolas de primeiras letras em todas as “maiores cidades do Brasil” e o cargo e vencimentos de professores, seriam vitalícios. Definia também que “As mestras vencerão os mesmos ordenados e gratificações concedidas aos Mestres”, ou seja, traduzindo para um português atual, professoras e professores, ganhariam o mesmo salário sem distinção!

Avanços a parte, a lei tinha seus defeitos. Além de não ter se tornado efetiva, determinava também que enquanto os meninos estavam aptos para o aprendizado integral da matemática, às meninas só poderia ser ensinado aquilo que fosse estritamente necessário para a lida com a economia doméstica. Coisas do tempo passado, convenhamos. Não é certo, mas àquele tempo não esperava-se que mulheres assumissem posições outras que não a de donas de casa. A lei, por sua vez, refletia os costumes da época e reforçava-os, como é de praxe também nos tempos atuais.

Professores no Brasil hoje

Ser professor no Brasil não é exatamente um mar de rosas, mas aqui, como em qualquer outro lugar do mundo, é uma atividade bastante gratificante para quem a desenvolve. É uma oportunidade de se tornar referência de bons exemplos, formar opiniões, transformar vidas e construir futuros. E claro, isso envolve muita responsabilidade e dedicação. O professor não é um doutrinador, é um articulador de ideias e deve levar isso em consideração para realmente honrar a profissão e cumprir o dever que a sociedade lhe atribui.

Até 2013, segundo dados do MEC, o Brasil possuía um quadro de aproximadamente 2,2 milhões de professores em atividade. A maior parte deles atuando na educação de nível básico (educação infantil, ensino fundamental e médio) e outros 367.282 no ensino superior.

De acordo com a Sinopse Estatística da Educação Básica de 2013, o número de pessoas no Brasil em atividade de docência é de 2.141.676. Em nível de graduação e pós-graduação, segundo o Censo da Educação Superior do mesmo ano, 367.282 profissionais exercem funções educadoras — aproximadamente 48,84% trabalham em tempo integral; 25,36%, em tempo parcial e 25,78% são horistas.

Sinopse Estatística da Educação Básica, 2013

O piso salarial da categoria, hoje, é de R$3.845,63 e foi criado pela Lei 11.738, de 16 de julho de 2008, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ainda é objeto de constantes lutas da categoria, em diversos municípios, para que seja implementado de forma efetiva.

Lecionar é uma profissão de coragem! Um ato político! Que exige ética, moral, compaixão e acima de tudo, amor ao próximo! Parabéns, professores!

Um grande abraço e até a próxima!

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Qual origem do Dia do Trabalho? https://historiaeatualidades.com.br/2021/04/23/qual-a-origem-do-dia-do-trabalho/ https://historiaeatualidades.com.br/2021/04/23/qual-a-origem-do-dia-do-trabalho/#respond Fri, 23 Apr 2021 11:30:00 +0000 https://richardabreu.com.br/?p=9565 O Dia do Trabalho teve sua origem em uma greve de operários ocorrida em Chicago no ano de 1886. Naquela ocasião, os trabalhadores da indústria organizaram uma greve geral, marcada para o dia 1º de maio, cujo desdobramentos resultaram em forte repressão policial e na morte de dezenas de pessoas envolvidas nos protestos. O ato repercutiu mundialmente e a data passou a ser lembrada em diversos países do mundo pela classe trabalhadora, com um marco para a causa operária. Posteriormente, países do mundo inteiro passaram a adotar o dia como feriado e como um dia de descanso. Vamos entender um pouco mais sobre essa história?

A greve de Chicago e a origem do Dia do Trabalho

Em boa parte do mundo, o dia 1º de maio é lembrado como o Dia do Trabalho. Essa festividade, no entanto, tem origem em uma história de lutas e reinvidicações de trabalhadores por melhores condições de trabalho e vidas mais dignas. Sua história remonta à 1886, quando trabalhadores organizados da cidade de Chicaco realizaram uma grande greve, reivindicando direitos e, sobretudo, uma jornada de trabalho menos extenuante. Era comum, na época, uma jornada de trabalho de até doze horas diárias, em precrárias condições e com míseros salários. Situação agravada, ainda, pelas insalubres condições de trabalho nas fábricas.

Os protestos de Chicago, que se iniciaram no dia 1º de maio, se estenderam por vários dias, enfrentando forte violência e repressão policial, e no quarto dia das manifestações, uma bomba explodiu em meio à multidão, deixando uma saldo de mortos e feridos entre trabalhadores e policiais. O episódio rendeu a prisão de vários trabalhadores e lideranças sindicais, resultando, por um lado, no recrudecimento da repressão, mas por outro, em maior coesão entre os movimentos de trabalhadores. Os acontecimentos de Chicago ganharam repercurssão internacional e em diversas partes do mundo, trabalhadores passaram a organizar-se para lembrar a data e protestar contra a exploração do trabalho.

A questão operária e a Revolução Industrial

A Revolução Industrial teve início na Inglaterra, no século XVIII, e inaugurou uma nova relação do homem com o trabalho. Essa relação foi marcada, principalmente, pela dicotomia entre trabalho e capital. De um lado, os trabalhadores, que detêm o poder da mão de obra, ou seja, a força de trabalho. De outro, os capistalistas, os donos dos recursos financeiros, do capital empregado na produção.

Essa configuração tem sido, desde o princípio, alvo de crítica de diversos pensadores modernos. Entre eles, Karl Marx, um filósofo alemão que viveu no século XIX e denunciava a injusta relação capital x trabalho. Em sua obras, Marx questionava o poder do capital sobre o trabalhador, que o fazia submeter-se a degradantes condições, para garantir o mínino de recursos para sua sobrevivência. O pensamento de Marx serviu de estandarte para movimentos operários de todo o mundo que, desde então, passaram a organizar-se em prol de melhores condições de vida e trabalho e, a partir dos quais, formaram-se os sindicados e centrais organizadas de trabalhadores.

O Dia do Trabalho no Brasil

Manifestação 1º de maio de 1919 no Rio de Janeiro – Fonte: FGV

No Brasil, o movimento de trabalhadores teve início a partir do início do século XX. Em 1906, foi registrada uma das primeiras grandes manifestações de trabalhadores no dia 1º de maio, na cidade do Rio de Janeiro. E em 1919 voltaria a ocorrer outra grande manifestação. Nos anos seguintes, o movimento ganhou força, principalmente, impulsionado pelas ideias anarquistas, trazidas pelo imigrantes italianos, que chegaram ao país para substituir a mão de obra escrava. Durante a Primeira República, o movimento organizado de trabalhadores, realizou ainda outras grandes manifestações, onde exigiam jornada de trabalho de oito horas diárias, proteção ao trabalho da mulher e fim do trabalho infantil.

O movimento de trabalhadores organizados nunca deixou de existir, efetivamente. Mas a partir do governo Vargas, ganhou nova configuração e o Primeiro de Maio, palco de lutas e reivindicações, passou a ser um momento institucionalizado pelo governo, onde muitas conquistas foram consolidadas, sem dúvida, mas que esvaziou o caráter reivindicatório dos operários. Nesse período, diversos direitos trabalhistas passaram a ser amparados por lei, com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que embora com muitas modificações, são vigentes até os dias atuais.

A partir da instituição do Estado Novo, o Primeiro e Maio passou a se traduzir em um momento festivo, organizado pelo próprio Estado. Ao invés de manifestações populares, organizadas pelos próprios trabalhadores, o Estado, personificado na pessoa de Getúlo Vargas, monopolizava a organização da data, onde era habitual, o próprio Getúlio fazer discursos clamorosos para trabalhadores que enchiam os estádios. Fato que voltou a se reptir quando Vargas voltou ao poder, por vias democráticas, em 1950.

Disucrso de Getúlio Vargas no Primeiro de Maio de 1951 (já no periódo democrático)

O Primeiro de Maio, como se vê, é símbolo de muitas lutas e resistência de trabalhadores em todo o mundo. No Brasil, a data sempre esteve no centro das atenções, em diversos momentos da História do país, onde sempre faz ressuscitar reivindicações históricas da classe trabalhadora.

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