Filmes – História e Atualdiades https://historiaeatualidades.com.br Com o prof. Richard Abreu Mon, 09 Oct 2023 11:00:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Mississipi em Chamas. Resumo do filme. https://historiaeatualidades.com.br/2023/10/09/mississipi-em-chamas-resumo-do-filme/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/10/09/mississipi-em-chamas-resumo-do-filme/#respond Mon, 09 Oct 2023 11:00:00 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=16763 “Mississippi em Chamas”, cujo título original é “Mississippi Burning”, é um filme de drama e suspense lançado em 1988, dirigido por Alan Parker e baseado em eventos reais ocorridos durante o movimento dos direitos civis nos Estados Unidos na década de 1960. O filme retrata a luta pelos direitos civis de afro-americanos no sul segregacionista do Mississippi.

A história se passa em 1964 e segue dois agentes do FBI, interpretados por Gene Hackman e Willem Dafoe, que são enviados ao Mississippi para investigar o desaparecimento de três ativistas de direitos civis, James Chaney, Andrew Goodman e Michael Schwerner, que estavam trabalhando para registrar eleitores negros no estado. Durante a trama, os agentes enfrentam resistência e hostilidade das autoridades locais, incluindo a polícia e a Ku Klux Klan, que estão determinadas a impedir qualquer avanço no movimento pelos direitos civis e tentam atrapalhar as investigações.

O filme examina profundamente as tensões raciais e políticas da época, destacando a brutalidade e o racismo profundamente enraizados no sul dos Estados Unidos. Enquanto os agentes do FBI investigam o caso, testemunham o medo e a violência que a comunidade negra enfrenta diariamente. Determinados a desvendar o caso, passam a trabalhar em conjunto com um grupo de ativistas de direitos civis, incluindo a esposa de um dos desaparecidos, interpretada por Frances McDormand.

À medida que a investigação avança, os agentes do FBI se confrontam com a necessidade de usar táticas não convencionais para obter informações e expor a verdade por trás do desaparecimento dos ativistas. O filme culmina em um clímax tenso e violento, à medida que a investigação revela uma conspiração mortal liderada pela Ku Klux Klan e outros líderes locais.

“Mississippi em Chamas” aborda questões profundas de justiça social, racismo e coragem. O filme foi elogiado por sua representação das lutas do movimento dos direitos civis e recebeu várias indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme. É um retrato poderoso e perturbador de um momento crucial na história dos Estados Unidos, quando indivíduos corajosos lutaram contra a injustiça e a opressão racial.

Serviço

Você pode assistir à Mississipi em Chamas no Prime Vídeos, da Amazon. Para colecionadores, é possível adquirir o filme em DVD e VHS, originais, no site da loja.

Veja o trailer de Mississipi em Chamas

Trailer: Mississipi em Chamas

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Sacco e Vanzetti, resumo do filme. https://historiaeatualidades.com.br/2023/09/02/sacco-e-vanzetti/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/09/02/sacco-e-vanzetti/#respond Sat, 02 Sep 2023 14:42:05 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=15967 “Sacco e Vanzetti” é um filme italiano dirigido por Giuliano Montaldo, lançado em 1971. O filme é baseado na história real de Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, dois imigrantes italianos que foram julgados e condenados à morte nos Estados Unidos na década de 1920. Tem duração de 2h e conta no elenco com Gian Maria Volontè, Cyril Cusack, Geoffrey Keen. Acusados ​​de cometer um duplo homicídio durante um assalto a uma fábrica em Massachusetts, os dois anarquistas italianos alegaram sua inocência até o fim do julgamento.

O filme retrata a atmosfera política e social da época, destacando a perseguição aos imigrantes e a influência do medo do comunismo durante a chamada “Primeira Red Scare”. Sacco e Vanzetti mantiveram sua inocência durante todo o processo, alegando que estavam sendo julgados não pelos assassinatos, mas por suas crenças políticas.

O caso gerou controvérsia e protestos em todo o mundo, com muitos de seus defensores acusando um julgamento injusto motivado por preconceitos políticos e sentimentos anti-imigrantes. O filme explora temas de justiça, preconceito e a luta pelos direitos civis, oferecendo uma visão dramática e emocional da história desses dois homens e de um momento conturbado na história americana.

Além do enfoque na injustiça do julgamento, o filme Sacco e Vanzetti também destaca o impacto pessoal que a situação teve sobre os dois homens e suas famílias. A narrativa aborda suas vidas antes do julgamento, suas motivações políticas e as complexidades de suas personalidades. A relação entre Sacco e sua esposa, Rosina, assim como a amizade entre Vanzetti e sua companheira, Lizzy, são aspectos emocionais do filme.

A cinematografia e a trilha sonora contribuem para criar uma atmosfera intensa e carregada de emoção. O diretor Giuliano Montaldo utiliza recursos visuais e sonoros para transmitir a tensão do período e a luta dos personagens contra um sistema que parece preconceituoso e implacável.

Ao longo do filme, o telespectador é confrontado com questões relacionadas à justiça, ética e moralidade. A história de Sacco e Vanzetti tornou-se um símbolo de resistência e protesto, ecoando além do contexto específico do caso para questionar a integridade do sistema legal e os princípios fundamentais da sociedade.

Em última análise, “Sacco e Vanzetti” é uma obra cinematográfica que vai além da mera recontagem histórica, buscando explorar as nuances emocionais e sociais subjacentes ao trágico episódio na vida desses dois homens.

Serviços

Você pode assistir à Sacco e Vanzetti no Prime Vídeos, da Amazon. Também é possível encontrar diversas obras literárias sobre Sacco e Vanzetti no site da Amazon.

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Narvik, resumo do filme. https://historiaeatualidades.com.br/2023/01/30/narvik-resumo-do-filme/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/01/30/narvik-resumo-do-filme/#respond Mon, 30 Jan 2023 23:39:36 +0000 https://richardabreu.com.br/?p=14603 Narvik é um filme norueguês, dirigido por Erik Skjoldbjærg, lançado em 2022, pela Netflix. Ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, trata de um particular recorte do conflito: a Batalha de Narvik, quando tropas nazistas fizeram romper a neutralidade da Noruega, invadindo uma pequena cidade portuária daquele país, chamada Narvik, para protegerem (leia-se usurparem) a produção de minério de ferro oriunda da cidade, da qual dependia a indústria de armas alemã.

Em Narvik se deu a maior batalha da Segunda Guerra Mundial em solo norueguês e ali, também, a primeira derrota de Hitler na guerra, embora por um breve período de tempo. Isso porque, após expulsarem os alemães, as tropas aliadas deixaram a cidade, largando o vulnerável exército norueguês à própria sorte. Em poucas semanas, as forças alemãs voltaram, dominaram a região e ali permaneceram até a derrota final de Hitler.

Todo esse contexto é explorado em Narvik, ao longo de 1h48, reforçado por um clima de suspense que tece a trama a medida que uma das personagens principais, Ingrid Tofte, forçada pelas circunstâncias, parece envolver-se numa perigosa situação de cooperação com os nazistas.

Aliás, o mérito principal do filme é exatamente esse: segurar o telespectador pelo interesse no desfecho da trama, o que se evidencia, principalmente, na segunda parte do filme.

De Narvik não se deve esperar cenas alucinantes de batalhas e nem efeitos especiais ao estilo hollywoodiano das grandes produções de guerra, mas inteligência no roteiro, ação em certa medida e um final, diria… até surpreendente pela singeleza. Não se trata de um filme que você vai levar para a vida toda, claro. Mas vale a pena assistir!

Trailer oficial de Narvik

Trailer oficial de Narvik

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O Bombardeio. Resumo do filme! https://historiaeatualidades.com.br/2022/08/13/o-bombardeio-resumo-do-filme/ https://historiaeatualidades.com.br/2022/08/13/o-bombardeio-resumo-do-filme/#respond Sat, 13 Aug 2022 11:00:00 +0000 https://richardabreu.com.br/?p=12756 O Bombardeio é um filme dinamarquês, de 2022, catalogado na Netflix como drama. Possui 1h39min de duração e é estrelado pelos atores mirins Bertram Bisgaard Enevoldsen, Ester Birch, Ella Josephine Lund Nilsson. O filme é dirigido por Ole Bornedal. Todos dinamarqueses. A Netflix classifica o filme como “comovente” e de fato o é. Principalmente, pela presença maciça de crianças em um dos episódios mais dramáticos ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial.

A trama se desenvolve em Copenhague, capital da Dinamarca, em 1945, já no rescaldo da guerra. Uma operação da Real Força Aérea Britânica, aliada da resistência dinamarquesa, se prepara para bombardear um prédio da Gestapo na cidade. Mas, durante a operação, batizada de Operação Cartago, alguns procedimentos dão errados e a aviação acaba bombardeando uma escola. É possível, então, imaginar a dimensão dos horrores de que trata o filme.

A trama é dosada pelas experiências cotidianas de diversos personagens que se cruzam e convergem para o desfecho trágico. Ali acontecerão os horrores, mas também exemplos de superação e de solidariedade, própria dos seres humanos em situações extremas.

O Bombardeio retrata uma situação real, ocorrida em 21 de março de 1945. A operação foi planejada e executada pela resistência dinamarquesa em conjunto com a Real Força Aérea Britânica, contra as tropas nazistas, que ocupavam o território dinamarquês desde início da Segunda Guerra Mundial. Apesar de terem atingido o alvo errado, levando a morte de 89 crianças dinamarquesas, a operação ainda assim, conseguiu atingir o prédio alvo do ataque, destruindo a capacidade operacional da Gestapo em território dinamarquês.

“O Bombardeio” em sala de aula

O filme, talvez, não seja exatamente um clássico ao moldes daqueles que tanto agradam ao público adolescente. Mas é um filme forte, capaz a de reter a atenção do telespectador. A classificação indicativa do filme é para 16 anos. Logo, caso pretenda usar como recurso pedagógico, o ideal é que seja com o público da terceira série do Ensino Médio.

O contexto do filme são os momentos finais da Segunda Guerra Mundial. Dessa forma, o professor deverá ajustar o seu uso para o momento oportuno, conforme o seu planejamento, caso deseje explorar esse contexto histórico. O filme, poderá, ainda, ser explorado de outras maneiras, já que trata questões sensíveis das relações humanas, tais como empatia, coragem, superação, medo e solidariedade.

Trailer

O Bombardeio

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O Físico (The Physician) https://historiaeatualidades.com.br/2022/05/06/o-fisico-the-physician/ https://historiaeatualidades.com.br/2022/05/06/o-fisico-the-physician/#respond Sat, 07 May 2022 01:03:49 +0000 https://richardabreu.com.br/?p=12387 O Físico (The Physician) é um filme baseado no romance homônimo de Noah Gordon, de 1986. Narra a história de um aspirante a médico durante a Idade Média. É estrelado por Tom Payne, no papel de Rob, como personagem central, e Stellan Sarsgard, como Bader (barbeiro). Tem direção de Philipp Stölzl, mesmo diretor de Goethe (2020). O Físico tem, ainda, participação de Ben Kingsley e entrou em cartaz em 2014.

Breve sinopse de O Físico (The Physician)

Após presenciar a morte da mãe, por uma enfermidade conhecida apenas como ‘doença do lado’, Rob vê-se obrigado a seguir viagem com Bader (Stellan Sarsgard). Este é um velho barbeiro que perambula pelos vilarejos da Inglaterra no século XI oferecendo cura e tratamento para os mais diversos males. Claro, utilizando-se de práticas um tanto rudimentares.

O interesse pelo ofício e a amizade com Bader tomam espaço na vida de Rob. Até que o velho barbeiro, habituado a tratar moléstias alheias, depara-se com a própria desgraça. Ao começar ficar cego, acometido por uma catarata, Bader, na companhia de Rob, é levado a procurar tratamento em uma comunidade judaica. Lá, Rob toma conhecimento dos avanços da ciência no Oriente. Fascinado com os aprimorados métodos que curaram a cegueira de Barder, resolve partir para a Pérsia em busca de um grande sábio da medicina.

Sobre o filme

O filme entrega um enredo envolvente e bem ambientado. Peca, apenas, pelo excesso de cenas banais, o que estereotipa personagens e o contexto histórico. Ao final das duas horas e trinta e cinco minutos em que segura o telespectador na frente da tela, deixa a sensação de um bom entretenimento. Fica, também, a vontade de assistir a algo um pouco mais profundo sobre o tema que aborda.

Na Europa medieval, sob a égide do poder da Igreja, a medicina constituía-se em verdadeira heresia. A prática era relegada a homens como o personagem interpretado por Stellan Sarsgard (Barder), barbeiros ambulantes, que entre outras atividades, serravam ossos, aplicavam sanguessugas e extraiam dentes a sangue frio. Tudo com pouca, ou nenhuma higiene, quase sempre em ambientes insalubres. Não por acaso, doenças infecciosas proliferavam e, em casos extremos, dizimavam parcelas da população, como ocorreu durante as epidemias de peste. Estas, aliás, terão papel relevante na trama. Eram vistas como um castigo divino. Curá-las, como uma heresia. Um beco sem saída que reflete a mentalidade da época quando o absoluto religioso ofuscava a luz da razão.

Há motivos, porém, para assistir O Físico, sobretudo, quando a narrativa transversa por essas temáticas que opõem o pensamento científico do tempo à obtusa autoridade religiosa sobrepunha-se a qualquer outra no mundo de então. É essa, aliás, a temática que vai predominar na parte final do filme, dando o seu desfecho.

Aproveite e tenha um bom entretenimento!

Dicas para professores

De acordo com classificação indicativa o Ministério da Justiça, O Físico (The Physician) tem classificação indicativa para faixa etária acima de 14 anos. Assim, caso pretenda usar em sala de aula, o ideal é que seja trabalhado com turmas de Ensino Médio.

O professor poderá explorar temáticas pertinentes à Idade Média, tais como:

  • as sucessivas epidemias de peste que acometiam a população
  • questões envolvendo ciência e religião
  • Perseguição religiosa e questões envolvendo cristianismo e judaísmo no período medieval.

Trailer oficial de O Físico (The Physician)

O Físico (The Physician)

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1917, um filme singular sobre Primeira Guerra. https://historiaeatualidades.com.br/2021/04/24/1917-um-filme-singular-sobre-primeira-guerra/ https://historiaeatualidades.com.br/2021/04/24/1917-um-filme-singular-sobre-primeira-guerra/#respond Sat, 24 Apr 2021 11:30:00 +0000 https://richardabreu.com.br/?p=9581 1917 é um filme singular sobre a Primeira Guerra Mundial. Bonito, arrojado, cadenciado, passa-se em uma sequência quase única, em que dois jovens combatentes são designados para uma missão impossível. Tem ação suficiente, emoção na medida certa e alguns, embora poucos, elementos históricos sobre o contexto da Guerra. Como um bom entretenimento, podemos dizer, então, que 1917 atingiu com sucesso seus objetivos.

O filme foi lançado em 2019. É dirigido por Sam Mendes e conta com as boas interpretações de George MacKay e Dean-Charles Chapman nos papéis principais. Com duração de 1h59, foi indicado a dez estatuetas do Oscar, inclusive de melhor filme.

1917 narra a história de dois jovens combatentes do exército inglês, Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman), incubidos de uma missão especial: atravessar um campo de batalha inimigo e comunicar ao comandante aliado a imediata suspensão de um ataque que poderia resultar em efeito adverso, causando baixas a tropas amigas. A jornada dos dois heróis inicia-se e os desafios estão postos. E claro, não seriam nada fáceis!

Nas trincheiras da guerra

A Primeira Guerra Mundial ficou conhecida como a Guerra de Trincheiras. Essa técnica foi usada exaustivamente durante o conflito, o primeiro em que o uso de metralhadoras foi feito em larga escala. Nesse quesito, ao reconstituir o ambiente das trincheiras da guerra, o filme é impecável e as cenas ficaram bem realistas. Os jovens soldados, ao cruzar a linha inimiga, brenham-se, literalmente, no lamaçal da guerra, e passam por situações que podem fazer remexer o estômago dos mais fracos.

De forma geral, o papel do mocinho é bastante romantizado, ao passo que exagera na vilania do inimigo. Claro, estamos falando em um filme de guerra, narrado por um diretor britânico. Não era de se esperar que retratasse soldados alemães no figura de dóceis criaturas. Em uma das cenas, quando Schofield e Blake tentam salvar um piloto alemão ferido em um acidente aéreo, este os ataca ferozmente com golpes de faca. Por outro lado, ao encontrar uma camponesa alemã, totalmente vulnerável no campo de batalhas, Schofield a protege e a supre com os parcos e escassos mantimentos que carrega na mochila. Detalhes que não podem passar despercebidos ao se observar a construção de narrativas históricas.

O contexto histórico em que se passa 1917

O filme se passa no contexto da Primeira Guerra Mundial, conflito que durou quatro anos, entre 1914 e 1918. A Grande Guerra, como também é conhecida, arrasou o continente europeu e deixou um saldo de mais de dez milhões de mortos, somente nos campos de batalha. A sua crueza, talvez, só tenha sido superada pelo conflito que a sucedeu: a Segunda Guerra Mundial.

Como o título indica, 1917 se passa no penúltimo ano da guerra, um dos mais cruciais para a vitória aliada. Foi o ano em que os EUA romperam a neutralidade e entraram no conflito, contribuindo para um desfecho desfavorável para os alemães. Na guerra, lutaram, de um lado, França e Inglaterra, contra a Alemanha e o Império Áustro-húngaro, como atores principais. A narrativa do filme se passa, possivelmente, em uma das mais emblemáticas batalhas da guerra, que ficou conhecida como Terceira Batalha de Ypres, ou Batalha de Paschendale. Nesta batalha estima-se que tenham morrido pelo menos 250 mil soldados ingleses, 8.500 franceses e 200 mil alemães (SONDHAUS, 2015, p. 290).

Trailer oficial de 1917

Trailer oficial de 1917
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O Primeiro Homem e o contexto da corrida espacial em sala de aula. https://historiaeatualidades.com.br/2021/04/22/o-primeiro-homem-e-o-contexto-da-corrida-espacial-em-sala-de-aula/ https://historiaeatualidades.com.br/2021/04/22/o-primeiro-homem-e-o-contexto-da-corrida-espacial-em-sala-de-aula/#respond Thu, 22 Apr 2021 13:28:40 +0000 https://richardabreu.com.br/?p=9514 O Primeiro Homem é um filme de Damien Chazelle, que narra a história pessoal de Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua. A narrativa do filme tem um forte cunho biográfico sobre a vida de Armstrong, mas aspectos históricos daquele contexto sobressaem-se ao longo do drama. O filme se passa em um recorte temporal de oito anos, entre 1961 e 1969 quando, finalmente, Armstrong dá os seus primeiros passos sobre a superfície lunar.

O filme foi lançado em 2018 e tem duração de duas horas e vinte e quatro minutos. É bastante longo e em alguns pontos, torna-se um pouco monótono. É estrelado por Ryan Gosling, no papel de Neil Armstrong, e Claire Foy, que interpreta Janet, a esposa do astronauta. O Primeiro Homem (título original First Man) foi baseado em livro homônimo de James R. Hansen, publicado em 2005.

O contexto histórico de O Primeiro Homem

O Primeiro Homem situa-se no contexto da Guerra Fria, especialmente, no capítulo em que ocorre a corrida espacial entre os Estados Unidos (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), que protagonizavam uma disputa pelo domínio espacial. Os russos foram os primeiros a chegar ao espaço, com a nave Sputnik, em XXX, mas os americanos sairam-se vitoriosos na corrida, emplacando o primeiro homem a pisar na superfície da Lua, em 1969. Esse período foi um dos mais tórridos da Guerra Fria, em que a disputa política e ideológica entre os dois países quase atingiu o ápice, com o episódio da Guerra dos Mísseis, em 1962. Nesse momento o mundo esteve a beira de um colapso, sob o risco de uma guerra nuclear. Ainda naquele período, os dois países vivenciaram diversos outros pontos de tensão, travando guerras regionais em que disputavam o protagonismo geopolítico em várias partes do mundo, a exemplo da Guerra do Vietnã, em que os EUA estiveram envolvidos durante vinte anos, entre 1955 e 1975.

O filme

O filme não não se atém exatamente a essas questões, mas é inevitável que todas elas venham a tona como pano de fundo para a narrativa central do longa, que se desdobra sobre a obstinada e perigosa missão de Armstrong. Alternando momentos da vida pessoal do astronauta, com tomadas que expõem todos os riscos de uma jornada imprevisível para o gênio humano, vai construindo a trajetória de homens que se devotaram à causa da exploração espacial. Aspectos burocráticos e políticos da jornada também são explorados, desde o Projeto Gemini, ao bem-sucedido Apollo, que por fim, levou o homem à Lua.

A fotografia do filme também é bem construída e contribui bastante para torná-lo ainda mais fascinante ao dar à película um ar de realismo. Quem está habituado à assistir séries ficcionais que retratam uma visão futurista da exploração espacial, como a série Marte (Mars), por exemplo, produzida pela Nathional Geographic, que mostra astronautas manuseando equipamentos ultramodernos, com sistemas de comunicação e de controles digitais, impressiona-se como, cinquenta anos atrás, o homem conseguiu o prodígio de chegar à Lua voando em naves com tecnologias bastante duvidosas.

O Primeiro Homem em sala de aula

O Primeiro Homem talvez não seja exatamente um filme para ser explorado na íntegra em um contexto de sala de aula. Em que pese a classificação indicativa do filme, que é livre para maiores de doze anos, o longa pode se tornar um pouco enfadonho a depender do público. No entanto, há cenas no filme que podem ser ótimas aliadas para tratar determinadas questões quando o assunto for Guerra Fria e disputa espacial entre EUA e URSS. Abaixo, indico três delas que acho bastante pertinente para trabalhar com estudantes na faixa etária de ensino médio, ou mesmo nos anos finais do ensino fundamental (9º ano).

30m30seg: Neil e amigos assistem a uma reportagem na televisão, falando do progresso do programa espacial russo, que pode ameaçar a primazia norte-americana na corrida espacial. Os americanos aceleram o seu programa espacial e lançam o projeto Gemini 5.

1h26: Uma série de protestos toma conta dos EUA contra o programa espacial. As cenas são embadas pela música de fundo “Whitey On The Moon”, que crítica o programa espacial e ainda levanta questionamentos sobre a questão racial nos EUA.

1h40: decolagem e chegada da tripulação da Apollo 11 à Lua. É uma cena de alto impacto, que pode motivar o interesse dos estudantes pelo assunto. Mostra todo o processo de decolagem da nave e o pouso. Pode ser significativa para um início de conversa com a turma sobre a temática em questão.

Monte seu plano de aula! E boa sorte!

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Diários de Motocicleta, uma aula de história pela América Latina. https://historiaeatualidades.com.br/2020/08/20/resenha-do-filme-diarios-de-motocicleta-em-uma-aula-de-historia-da-america-latina/ https://historiaeatualidades.com.br/2020/08/20/resenha-do-filme-diarios-de-motocicleta-em-uma-aula-de-historia-da-america-latina/#respond Thu, 20 Aug 2020 15:00:00 +0000 https://richardabreu.com.br/?p=5457 Diários de Motocicleta é um filme de Walter Salles, lançado em 2004. Narra a emocionante viagem do jovem Ernesto Guevara de La Serna, acompanhado de seu amigo Alberto Granado, em uma incursão pela América Latina. O filme se passa anos antes de Ernesto se tornar Che, o revolucionário idealista e mais proeminente líder da Revolução Cubana.

Certamente, quando embarcou com Granado na aventura de percorrer o continente em uma motocicleta, nem o próprio Ernesto, então com vinte e três anos, sonhava em se tornar, anos mais tarde, um ícone mundial das causas sociais. Mas foi durante o ‘passeio’, e o filme retrata bem as reflexões de Che, que ele despertou para a causa a qual dedicaria a vida e pela qual ofereceu a própria morte.

O enredo de Diários de de Motocicleta

Diários de motocicleta é ambientado no ano de 1952, quando Ernesto e Granado percorreram mais de 15000 Km pela América Sul, munidos de uma motocicleta velha, verdadeira peça de estimação de Alberto Granado, batizada de “A Poderosa”. O nome dado a motocicleta, no entanto, não é exatamente condizente com o que ela pode oferecer, pois, aos trancos, não consegue chegar à metade do percurso planejado, deixando os dois viajantes na ‘mão’ bem antes do destino final.

O enredo do filme intercala o drama dos viajantes e cenas regadas por um delicado toque de bom humor, que envolvem, principalmente, as peripécias dos dois para superar os obstáculos que interpõem-se aos seus caminhos. Mas não reduz-se a isso, retrata um Che compenetrado em suas reflexões a medida que penetra a realidade do continente, com suas belezas culturais e naturais gritantes em contrastes com as mazelas sociais de uma América Latina de setenta anos atrás.

O ponto alto do filme é realmente a partir do momento em que Che e Alberto chegam ao Peru. Ali, traçam contato com o povo herdeiro de uma cultura milinear, e conhecem todo o drama de indígenas, camponeses e mineiros submetidos a um ambiente de opressão, exploração e desvalor à sua cultura. Uma cena peculiar, que toca corações, é quando o pequeno guia que acompanha os viajantes em Cuzco, indicando algumas construções históricas, informa: “esta foi construída pelos incas; aquela pelos incapazes“, referindo-se, sarcasticamente, aos espanhóis.

Por fim, Ernesto e Granado seguem para San Pablo, ainda no Peru, onde se instalam como voluntários em uma colônia para leprosos, em que vivem pessoas isoladas do convívio social. Até mesmo dentro da colônia, há uma rigorosa separação entre os enfermos e seus cuidadores. Ali, certamente, se desenrolam as cenas mais tocantes do filme, que retratam Che e seu amigo, de forma muito sensível ao drama em que vivem aquelas pessoas.

Pautas históricas em Diários de Motocicleta

Um primeiro ponto a ressaltar, para uma análise do filme sob uma a perspectiva histórica, é o momento em que Diários de Motocicleta é ambientado. A viagem de Che e Granado acontece nos primeiros anos da década de 1950. É um periodo em que o mundo já vive os sintomas e efeitos da polarização de poder entre os Estados Unidos e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o que constituíria-se no que convencionalmente, chamamos de Guerra Fria, cujo ápice se daria nas décadas seguintes. Vale lembrar que exatamente, naquele período, estava acontecendo a Guerra das Coreias, onde EUA e URSS disputavam influência e se enfrentavam indiretamente numa das guerras mais sangrentas do século XX, consequência e causa, ao mesmo tempo, da disputa ideológica entre o ocidente capitalista e o oriente comunista. No filme, Che encontra um casal de mineiros, desapropriados de suas terras e perseguidos, por serem acusados de comunistas. Vale lembrar, que durante a Guerra Fria, a América Latina, como zona de influência dos EUA, sofreu com sucessivas ditaduras patrocinadas pela CIA. Essas ditaduras, via de regra, operavam em perfeita sintonia com a política emanada da Casa Branca, e resultou na morte e perseguição de um incontável número de pessoas que se opunham aos regimes ditatoriais, ou que manifestavam qualquer afinidade ideológica com o governo da URSS.

Este é apenas um dos aspectos históricos que perpassam o filme. Durante a viagem, Che e Granado, deparam-se a todo instante, com as condições sociais de um continente espoliado pelos interesses externos. Em determinado momento, enquanto visitam as ruinas de Machu Pichu, os dois conversam sobre a questão. Preconizando, talvez inconscientemente, o seu futuro, Che rechaça a ideia de Granado de uma revolução sem armas. São, talvez, os prenúncios de uma vida dedicada a revolução armada e de seu triunfo, em 1959, em Havana.

Todos esses são sim aspectos que sobressaltam à tela em possíveis diálogos com a história. Um outro, no entanto, que sobressai-se, e talvez seja base para uma discussão mais aprofundada que abarca, inclusive, os demais, é a condição dos nativos e povos indígenas, tão bem explorada no filme. Durante a estadia dos viajantes no Peru, especialmente, a temática torna-se rica em possibilidades para uma reflexão. Ali, Che traça diálogos com o povo nativo, descendente da civlização Inca, milenar, destruída com a chegada dos Espanhóis à América. Que sobrou dessa cultura e que herança nos legou a colonização europeia? São certamente questões motivadoras para uma boa pesquisa sobre o tema.

Conclusão

Vale dizer, Diários de Motocicleta é realmente um filme singular, que emociona e aguça sentimentos nobres de altruísmo e amor ao próximo, e leva o telespectador a uma imersão nos problemas sociais crônicos de nosso continente. Traça o perfil de um homem que forma seu caráter em contato direto com uma realidade que até hoje segue ignorada, pouco vista e desprezada pelo resto do mundo.

Se você pretente usar esse filme em sala de aula, será muito proveitoso ressaltar os aspectos históricos aqui abordados, e outros, que podem ter escapado à essa análise. O filme é uma aventura, mas também um drama, que se desenrola de forma serena sob as lentes da câmera. Contextualize seus estudantes, prepare o ambiente e explique o assunto, para que assim, tenha melhor aproveitamento pedagógico. Não é um filme fácil de se trabalhar, principalmente, se a motivação do estudante para encarar a película de duas horas não for devidamente preparada com antecedência. Mas, poderá ser um sucesso, se você conseguir fazer seus estudantes embarcarem nessa aventura. Bom trabalho!

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Gladiador, uma resenha do filme para sala de aula. https://historiaeatualidades.com.br/2020/08/08/gladiador-uma-resenha-do-filme-para-sala-de-aula/ https://historiaeatualidades.com.br/2020/08/08/gladiador-uma-resenha-do-filme-para-sala-de-aula/#respond Sat, 08 Aug 2020 11:00:00 +0000 https://richardabreu.com.br/?p=5093 Inspirado em um dos momentos mais intrigantes do Império Romano, o filme Gladiador foi um estrondoso sucesso de bilheteira nos anos 2000. Aliando um enredo envolvente, fotografia espetacular e uma trama de tirar o fólego, o filme de Ridley Scott é ambientado durante o governo de Commodus (Cômodo), o imperador gladiador, que reinou entre os anos de 177 a 192 d.C, parte deste período, como co-imperador, ao lado de seu pai, Marcus Aurelius (Marco Aurélio), que morreu no ano de 180 d.C.

O filme, no entanto, é uma obra de ficção, e não deve ser tomado como documental. Alguns aspectos são verossímeis, aproximando-se da realidade, mas não alcançam rigor histórico para serem encarados como fatos reais. Máximus, por exemplo, personagem central do filme, é uma criação da ficção, mas seu papel assemelha-se ao que teve Narcisius na história de Roma, o personsagem que na vida real, assassinou Cômodo, na noite de 31 de dezembro de 192 d.C.

O enredo do filme

Na trama de Scott, Máximus é um general romano de talento inigualável. É estimado por Marco Aurélio, que prevendo o fim breve de sua vida, enxerga no general a possibilidade de fazer de Roma novamente uma república. A amizade e admiração de Marco Aurélio por Máximus, no entanto, desperta a ira e inveja de Cômodo, que seria o herdeiro natural do trono. Prevendo que a presença de Máximus ameaça suas ambições, Cômodo se livra do próprio pai e manda assassinar Máximus, usurpando, assim, o posto de imperador. O herói da história, porém, consegue fugir, mas não a tempo de salvar sua família, que é brutalmente assassinada a mando do jovem tirano. Esgotado, após uma longa jornada de retorno para casa, Máximus é capturado por uma caravana de peregrinos e vendido como escravo, para ser usado nas rinhas de gladiadores do Império. Sua bravura e destaque nas lutas, o dão notoriedade e o levam ao Coliseu, a partir de onde, começa a tramar sua vingança contra Cômodo durante os jogos preparados pelo próprio tirano.

Contraste com os fatos históricos

Durante o governo de Cômodo, Roma passou por período de graves crises econômicas. Para contrabalançar a sua impopularidade, o imperador usou de diversos artifícios, muito comuns na historia romana, para desviar a atenção da população dos problemas sociais. Um dos recursos, era recorrer às batalhas de gladiores, e Cômodo, ao que parece, recorreu com frequência a este artifício, organizando jogos com duração de vários dias, onde homens se degladiavam entre si e contra feras soltas na arena. Era a política que ficou conhecida como “pão e circo”. No filme, inclusive, há uma cena peculiar, em que pães (literalmente) são distribuídos para uma multidão ensandecidada no Coliseu.

Outro fato que chama a atenção em Gladiador, é como alguns personagens e fatos da vida real são retratados, inclusive, com destinos muito diferentes daqueles que tiveram na realidade. Um fato controverso diz respeito à morte de Marco Aurélio, que na trama, é abertamente assassinado por Cômodo. Para não negar taxativamente o fato, podemos dizer que isso, para os historiadores, é no mínimo uma controvérsia.

Tratamento parecido se dá com a personagem de Lucila, filha de Marco Aurélio e irmã mais velha de Cômodo. Na historia romana, ela parece ter sido uma mulher ambiciosa, que conspirou contra o irmão para assumir o trono. Em que pese toda a vilania do jovem imperador, no filme, Lucila é retratada como uma heroína, o que simplifica bastante a discussão em torno de seu papel hsitórico e das conspirações que promoveu contra o Cômodo. Seu destino no filme, aliás, é também diferente daquele que teve na vida real. Após Cômodo descobrir a conspiração da irmã, na vida real ele a exila no Chipre e, posteriormente, manda matá-la. No filme, ela sobrevive e é protagonista, inclusive, das últimas cenas da película.

Há ainda, que se observar com atenção o papel do senado romano, que na abordagem de Ridley Scott, tem o destaque que lhe cabe no enredo pensado para o filme, mas que em um contexto de sala de aula, poderá muito bem ser melhor explorado, uma vez que sempre foi uma instituição de grande relevância na história romana.

Em Gladiador, as reconstituíções arquitetônicas ficaram lindas, beirando a perfeição, e rementem o expectador à sensação de estar vivenciando aquele momento histórico em toda a sua exuberância de belezas e horrores. Os figurinos são bem elaborados e as batalhas entre os gladiadores eletrizantes. É realmente um filme excepcional em todos os sentidos!

Estamos falando de uma produção de vinte anos atrás, mas que pela qualidade, tem espaço garantido em qualquer rol dos top 10 das ficções históricas do cinema. Se vale a pena assistir Gladiador? Ou depois de tantos anos, assistir mais uma vez? Sim! E também passar para seus alunos. Certamente, será receita de sucesso! Explorá-lo adequadamente em classe poderá torná-lo uma ferramenta eficiente para despertar o interesse da turma sobre aquele período histórico que tanto aguça nossa curiosidade.

Cenas do filme:

Gladiador

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