Textos escolares – História e Atualdiades https://historiaeatualidades.com.br Com o prof. Richard Abreu Tue, 22 Aug 2023 02:20:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 O que é o Tempo Histórico? https://historiaeatualidades.com.br/2023/08/21/o-que-e-o-tempo-historico/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/08/21/o-que-e-o-tempo-historico/#respond Tue, 22 Aug 2023 02:20:29 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=15684 O que é o Tempo Histórico e o que é Tempo? Como o historiadores concebem o tempo e como manipulam essa dimensão de nossas vidas, para construir a historiografia? Qual a relação do homem com o tempo e porquê é importante pensar sobre ele? Neste texto, abordaremos todas essas questões em linguagem didática dirigida à estudantes de Educação Básica, especialmente para Ensino Fundamental. No final da página, está disponibilizado algumas orientações didática para uso do texto em sala de aula.

Tempo de leitura:


Índice

  1. Índice
  2. Uma reflexão sobre o Tempo
  3. O Tempo ao longo do tempo
  4. Tempo Histórico, o tempo dos historiadores
  5. Civilizações diferentes, tempos diferentes.
  6. O calendário Gregoriano, o nosso calendário.
  7. As periodizações da história
  8. Orientações didáticas para professores

Uma reflexão sobre o Tempo

Alguma vez você já parou para pensar sobre o que é o tempo? Normalmente percebemos o tempo a partir de fenômenos naturais que cercam nossas vidas, tais como os ciclos de nascimento, crescimento e envelhecimento. Mas, será que podemos dizer que isso é realmente o tempo, ou apenas uma forma elaborada de concebê-lo, a partir de nossas próprias percepções? Se não existíssemos ou não pensássemos sobre ele, ainda assim o tempo existiria? Que tal pensarmos um pouco sobre isso e, por fim, compreender também sobre como os historiadores entendem essa importante variável que permeia nossas vidas?

Você já deve ter percebido que em sua escola as aulas são divididas em tempos bem cronometrados. A um determinado momento, toca a campainha, os professores fazem as trocas de salas, termina a aula de História, começa a de Geografia ou outra qualquer, e quando você menos espera, um sinal mais forte e libertador soa, anunciando a hora de ir embora. Você se despede de seus colegas e se dirige para casa, porque a tarde, certamente, tem outros compromissos inadiáveis, com hora marcada! Seja para desfrutar de um pouco de lazer, ou mesmo, para realizar outras tarefas que façam parte do seu dia a dia. Todas, possivelmente, com hora certa para começar e terminar. No dia seguinte, novamente, a rotina. Acordar, ir para escola, voltar para casa, retomar as tarefas. E a cada um desses momentos, de olho no relógio para não se atrasar e não perder a hora, não é mesmo?!

Então, como você pode perceber, quase todo o nosso dia é regulado pelos ponteiros do relógio, cuja função é fazer a medição do tempo. Assim, agendamos nossos compromissos conforme as horas do dia e tudo, ou quase tudo, funciona em função das horas marcadas no relógio. Isso é tão comum em nosso dia a dia, que parece algo natural. Mas se pararmos para pensar, podemos dizer que o tempo, como o concebemos, é apenas uma construção social. Poderíamos até arriscar a dizer que ele não existe por si mesmo. Ou seja, é somente a partir de instrumentos criados pelo homem, que podemos perceber a sua passagem, e isso nos dá uma sensação de que ele passa e caminha para frente, como se fosse progressivo. Mas será que é o tempo que passa por nós, ou nós que passamos por ele? Ou nenhuma das opções?

Bem, essas são questões que dizem respeito muito mais aos físicos e aos filósofos do que aos historiadores. Mas, é importante que os historiadores pensem sobre elas, porque o tempo é o seu laboratório de trabalho. Isso porque, a História é uma ciência que estuda o homem no tempo. Ou seja, para fazer as suas pesquisas, ele sempre partirá da escolha de um determinado período, do nosso passado ou presente, para estudar os comportamentos sociais, as questões políticas, econômicas ou culturais de um determinado povo ou sociedade. Por isso, ainda que em outra perspectiva, o tempo é algo muito importante para os historiadores.

O Tempo ao longo do tempo

No tópico anterior, pudemos ver que nossa vida gira ao ritmo dos ponteiros do relógio. Se isso parece um mal social da modernidade, como apontou George Woodcook, em seu célebre texto “A Ditadura do Relógio”, no passado as coisas não foram tão diferentes assim. Observar e controlar a passagem do tempo também foi um imperativo para os nossos ancestrais mais distantes. Se eles não dispunham de relógios ultramodernos que massacrassem seus dias com irritantes despertadores, pelo menos, é certo que observavam com certa atenção as estações do ano para organizarem as suas migrações e deslocamentos. Posteriormente, essas observações tornaram-se ainda mais importantes, já que agora, sedentários, era necessário determinar os melhores períodos para o cultivo e a colheita, e os astros no céu foram seus grandes aliados para isso. Isso, porque, ao observarem o posicionamento das estrelas, podiam calcular com maior precisão o tempo de cada uma das fases do plantio.

Já mais adiantados, durante a Antiguidade, quando começaram a se organizar em sociedades cada vez mais complexas, passaram a desenvolver engenhosos instrumentos de medição do tempo, ainda mais elaborados, tais com os relógios de água e os relógios de Sol. O tempo, agora, começava a tornar-se uma importante medida para muitas coisas, já que iniciavam, também, seus processos de trabalho em uma sociedade organizada. Agora, era preciso calcular, além das estações anuais, as horas do dia, ou seja, o tempo que se passava entre uma lua e um sol. Assim, além das engenhocas para medir as horas de dia, foram surgindo os calendários, a organização dos dias em semanas, meses, até que chegamos aos relógios atômicos dos dias atuais, que medem o tempo com altíssima precisão.

Tempo Histórico, o tempo dos historiadores

Agora que já fizemos uma reflexão sobre o tempo e sobre a sua importância no cotidiano das sociedades humanas, podemos avançar em direção a uma compreensão um pouco mais detalhada sobre o tempo, na perspectiva dos historiadores.

Até aqui, falamos de uma dimensão do tempo que é o tempo cronológico, medido pelo relógio, pelo calendário e por todos os instrumentos criados pelo homem para medi-lo. Como podemos perceber, esse tempo é definido de forma arbitrária, ou seja, o homem decide como determiná-lo. Convencionalmente, dizemos que o ano começa no dia 1 de janeiro e termina em 31 de dezembro, dividimos esse espaço temporal em meses, semanas, dias, horas, segundos, e assim, a cada 365 voltas da Terra em torno do Sol, consideramos como um ciclo completo de um ano. Isso é o que chamamos de tempo cronológico e, embora ele seja muito importante para os historiadores, não é ele o principal objeto de estudos da História. Os historiadores usam o tempo cronológico para fazer datações de acontecimentos históricos, mas sua principal tarefa não é datar fatos mas, sim, compreendê-los em uma perspectiva temporal. Assim, olhamos para o passado, ou mesmo para o presente, e compreendemos os movimentos de mudanças e permanências que acontecem nas sociedades e os situamos entre uma data e outra, a fim de localizá-los temporalmente em relação ao tempo em que vivemos.

O tempo histórico, portanto, não se restringe a datas fixas de um calendário, embora o calendário seja uma referência para os historiadores situarem esses acontecimentos no tempo. Por exemplo, em uma escala tradicional da divisão de períodos históricos, a Idade Média começa no ano de 476 d.C, que é quando Odoacro, rei dos Visigodos, invadiu Roma e destronou o último imperador romano, e termina com a descoberta da América, por Colombo, em 1492. Esses eventos não possuem nenhuma ligação direta entre si, mas marcam momentos importantes da história europeia, que indicam mudanças significativas nas estruturas políticas, econômicas, sociais e culturais daquela sociedade.

Civilizações diferentes, tempos diferentes.

Medir o tempo histórico e dividi-lo em partes ou períodos é também um ato arbitrário, pois a escolha do ponto inicial da contagem do tempo e dos eventos mais importantes é feita por pessoas, que assim fazem de acordo com suas próprias compreensões de mundo. E isso muda de civilização para civilização.

No calendário cristão ocidental, pelo qual nos orientamos, passamos pelo ano 2000 há poucas décadas, isso porque, em algum momento, decidimos contar nosso tempo a partir do nascimento de Cristo. Mas os judeus, por exemplo, contam o tempo a partir do momento em que eles consideram que o mundo foi criado. Isso quer dizer que no calendário judaico, quando nós entramos no ano 2.000, eles já estavam no ano 5.761. Dá para entender, então, que civilizações diferentes da nossa possuem calendários também diferentes. Você sabia que os chineses comemoram o dia de Ano Novo em fevereiro? Estas coisas talvez pareçam complicadas de entender, mas na verdade são bem simples, se compreendermos que o tempo é relativo e cada civilização faz a marcação do tempo conforme a sua cultura, o seu conjunto de valores e a partir de marcos que lhes são importantes.

O calendário Gregoriano, o nosso calendário.

O calendário que usamos para nos orientarmos no tempo é o calendário Gregoriano. É assim chamado porque foi elaborado como o conhecemos hoje pelo papa Gregório XIII, em 1582. No calendário gregoriano o nascimento de Cristo é considerado o marco inicial da contagem do tempo. Assim, quando nos referimos a um fato ou evento anterior ao nascimento de Jesus, usamos a sigla “a.C.”. Se quisermos nos referir à invenção da escrita, por exemplo, indicamos que isso aconteceu em 4.000 a.C. Então, podemos concluir que o homem inventou a escrita há pelo menos 6.000 anos. Isso porque conta-se 4.000 anos antes do nascimento de Cristo e mais 2000 mil anos até os dias atuais.

É muito importante considerar que este calendário foi criado pelos europeus e como eles expandiram seu poder econômico e político por todo o mundo, tornou-se uma referência para vários povos. Veja: O governo chinês adotou o calendário gregoriano em 1912, para facilitar as relações comerciais, mas o povo chinês continua a usar o calendário tradicional, que possui mais de cinco mil anos.

As periodizações da história

Quando estudamos a história, normalmente nos deparamos com divisões de períodos históricos. Assim temos: Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea, que é esta em que vivemos. Esta forma de dividirmos a história está diretamente vinculada à uma visão que herdamos da forma como os europeus enxergam o mundo, pois o início e o final de cada um destes períodos está relacionado a fatos que foram importantes para eles, mas, muitas vezes, nem tão importantes assim para o resto do mundo. A esta forma de enxergarmos a história, chamamos de eurocentrismo, e está tão presente em nossa sociedade porque, como sabemos, fomos colonizados pelos europeus.

Ao estudar história, portanto, é importante estarmos atentos para não criarmos uma visão única sobre o mundo, ou seja, esta que os povos europeus nos legaram. Mas sabermos que, embora seja uma forma importante de compreender a história, essa divisão histórica em períodos temporais que consideram apenas marcos europeus, não corresponde à realidade de todos os povos e civilizações, pois, a visão europeia de compreender a história da humanidade, não é, necessariamente, a mesma para todas as civilizações. Nem as atuais nem aquelas do passado.

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Orientações didáticas para professores

Como trabalhar com o texto “O que é o Tempo Histórico?” em sala de aula?

Primeiro passo

O texto “O que é o Tempo Histórico?” está dividido em seis seções. Na primeira parte, “Uma reflexão sobre o tempo”, é realizada uma breve reflexão sobre o tempo em sua perspectiva metafísica e sobre como sentimos e vivenciamos o tempo em nossas vidas. O texto explora uma situação cotidiana da vida de qualquer estudante, para fazê-lo refletir sobre questões relacionadas ao tempo. Nesta etapa do texto, o professor poderá desenvolver com os estudantes uma reflexão aprofundada sobre essas questões, levando-os a pensar sobre como o tempo permeia nossas vidas, assim como, toda a organização social em que estamos inseridos, como trabalho, lazer e outras atividades.

Segundo passo

A partir do segundo tópico, o texto adentra na questão histórica do tempo, evidenciando a relação do homem com essa intrínseca realidade de sua vida, da antiguidade ao tempos atuais. O importante, nesta etapa, é levar os estudantes a perceberem, como a questão do tempo, sua organização e medição, é parte constituinte do processo civilizatório, compreendendo como, ao longo do tempo, o homem buscou e desenvolveu diversos meios para fazer medição do tempo e porque isso se tornou tão importante para a sua realidade social.

Se você sentir-se encorajado, e couber em seu planejamento, leve para sala de aula, ou sugira aos seus estudantes, o vídeo “Era uma vez os inventores… as medições do tempo“, que aborda, de forma lúdica, esse longo histórico da humanidade em busca de forma seguras para construção de aparelhos que pudessem medir o tempo de forma precisa.

Terceiro passo

A partir de agora, o texto começamos a trabalhar o tempo em uma perspectiva diferente. A partir do tópico: “Tempo Histórico, o tempo dos historiadores”, o momento é oportuno para os estudantes compreenderem com os historiadores trabalham com o tempo e qual a importância desse fundamental elemento para a construção historiográfica. É hora de explorar, com a turma, as tradicionais divisões temporais da história, desmitificar tabus em torno dessas divisões e preparar os estudantes para entenderem as questões de diacronias, sincronias, cronologias e periodizações no estudo da História.

Síntese

Ao trabalhar com a temática do Tempo Histórico em sala de aula, é importante que seus estudantes compreendam:

  • O tempo em sua perspectiva metafísica, o tempo da filosofia e da física.
  • A relação do homem com o tempo, suas formas de medição e a organização social que se desenvolve pautada por questões do tempo, tais como trabalho, lazer e outras atividades.
  • Como os historiadores trabalham com o tempo e o tempo como elemento fundamental para estudo da História e construção da historiografia.
  • Periodizações da história, os sentidos das diacronias, sincronias e cronologias.

Esperamos, com essa breve abordagem, que não só o texto “O que é o Tempo Histórico”, assim como as orientações didáticas, possam ser úteis e servir de suporte para elaboração de suas aulas.

Obrigado, até a próxima!

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O Livro das páginas de aço. Quem são os heróis e as heroínas da pátria? https://historiaeatualidades.com.br/2022/09/06/livro-de-aco/ https://historiaeatualidades.com.br/2022/09/06/livro-de-aco/#respond Tue, 06 Sep 2022 12:30:00 +0000 https://richardabreu.com.br/?p=13926 Você já ouviu falar sobre o Livro de Aço dos Heróis e Heroínas da Pátria? Sim, ele existe! Em suas páginas estão inscritos os nomes de brasileiros e brasileiras que passaram à história do país com alguma contribuição importante para o nosso povo. O Livro de Aço fica guardado no Panteão da Pátria, um espaço cultural localizado na praça dos Três Poderes, bem no coração de Brasília.

A importância do livro de heróis e heroínas

O fato de existir, materialmente, um livro como este é apenas um ato simbólico para o povo que ele representa. O importante, é que de alguma forma, ele guarda um pouco da memória e identidade do povo brasileiro. Afinal, estão ali representados aqueles que, supostamente, reconhecemos como pessoas importantes para nossa pátria. Mas será que é tão simples assim? Quem são, como e por que essas pessoas foram escolhidas? Por que alguns nomes e outros não? Essas são perguntas devem passar pela sua cabeça quando se pensa em algo assim e não poderia mesmo ser diferente.

Em post anterior, quando tratamos sobre a questão da Memoria e Identidade, falamos um pouco sobre como essas memórias vão sendo constituídas para formar a identidade de um povo. Vimos que nossa memória social é de alguma forma seletiva. Que são frutos de disputas de poder que excluem memórias ‘indesejadas’ e preservam outras. E assim, vai se formando nossa identidade enquanto povo e grupo social. Então, ao lidar com o Livro de Aço, devemos também fazer essa reflexão: será que são esses mesmos os heróis que nos representam?

Como um nome entra para o Livro das Páginas de Aço?

O processo de escolhas de nomes que entram para o Livro das Páginas de Aço passa por algo que chamamos de Processo Legislativo. É necessário um Projeto de Lei, votado por nossos deputados e senadores, para que um nome seja aprovado. E só podem ser aprovados nomes de pessoas já falecidas.

Em 2018, o Livro guardava o nome de 43 pessoas. O primeiro deles era o de Tiradentes, que estreou o livro, quando foi lançado em 21/4/1992. Depois disso foram aprovados nomes como de Zumbi dos Palmares, Marechal Deodoro da Fonseca e todos os outros. Todos esses nomes, claro, reconhecidos pelo engajamento em causas políticas, sociais, culturais e científicas na história do Brasil.

Nomes dos heróis e heroínas do Livro de Aço

  • Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes)
  • Zumbi dos Palmares
  • Marechal Manuel Deodoro da Fonseca
  • Dom Pedro 1º
  • Marechal Luís Alves de Lima e Silva (duque de Caxias)
  • Francisco Alves Mendes Filho (Chico Mendes)
  • Coronel José Plácido de Castro
  • Almirante Joaquim Marques Lisboa (marquês de Tamandaré)
  • Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva (barão do Amazonas)
  • Alberto Santos Dumont
  • José Bonifácio de Andrada e Silva
  • Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo (Frei Caneca)
  • Marechal Manuel Luís Osório
  • Ildenfonso Pereira Correia (barão do Serro Azul)
  • Brigadeiro Antônio de Sampaio
  • Sepé Tiaraju
  • Anna Justina Ferreira Nery
  • Hipólito José da Costa Furtado de Mendonça
  • São José de Anchieta
  • Getúlio Dorneles Vargas
  • João de Deus do Nascimento, Lucas Dantas de Amorim Torres, Luís Gonzaga das Virges e Manuel Faustino Santos Lira (Conjuração Baiana)
  • Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC)
  • Júlio César Ribeiro de Souza
  • Heitor Villa-Lobos
  • Domingos José Martins
  • Padre Roberto Landell de Moura
  • Ana Maria de Jesus Ribeiro (Anita Garibaldi)
  • Heróis da Batalha dos Guararapes
  • Caio Vianna Martins
  • Joaquim Nabuco
  • Bárbara Pereira de Alencar
  • Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon
  • Leonel de Moura Brizola
  • Clara Filipa Camarão
  • Jovita Alves Feitosa
  • Zuleika Angel Jones, a Zuzu Angel
  • Joaquim Maria Machado de Assis
  • Antônio Carlos Gomes
  • João Pedro Teixeira
  • José Feliciano Fernandes Pinheiro
  • Euclides da Cunha
  • Joaquim Francisco da Costa
  • Luís Gonzaga Pinto da Gama

Em 2018 a Agência Brasília noticiou a aprovação de mais 21 nomes entre os heróis e heroínas da pátria. Alguns, já constam na listagem acima.

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Memória e Identidade: uma reflexão sobre a História! https://historiaeatualidades.com.br/2022/09/02/memoria-e-identidade/ https://historiaeatualidades.com.br/2022/09/02/memoria-e-identidade/#respond Fri, 02 Sep 2022 11:13:00 +0000 https://richardabreu.com.br/?p=8753 Neste post vamos desenvolver uma reflexão sobre Memória e Identidade e como são constituídas as memórias sociais e coletivas de um povo para entender como se formam nossas identidades. Seria possível uma vida coletiva e social se não tivéssemos memória? Vamos refletir e descobrir um pouco mais sobre essas questões como essa.

Memória, reflita sobre isso:

Imagine que você está saindo da sua escola e repentinamente sofre um apagão e esquece de tudo. Simplesmente, é tomado por uma súbita falta de memória! Você para por um momento e tenta lembrar de quem você é, de onde está vindo e para onde vai. E não consegue lembrar de nada! Nem mesmo que acabou de sair da escola e que estava indo para casa. Não lembra o seu nome e nem quem são seus pais. Não reconhece seus amigos, nem seus professores e ninguém por perto lhe parece familiar. Isso não seria assustador?

Só de pensar em algo assim, aposto que você sentiu um friozinho na barriga. Pois essa seria realmente uma situação de causar pânico, não é mesmo?

E com poderíamos viver em sociedade sem memória?

Mas, aproveitando que nada disso aconteceu e que estamos apenas fazendo um exercício de reflexão sobre a importância da memória em nossas vidas, pare e pense um pouco! Imagine uma comunidade, um país ou uma nação inteira sem nenhuma memória do seu passado? Isso não seria assustador? Como poderíamos, por exemplo, nos identificarmos com um determinado povo ou lugar, se não nos reconhecêssemos como parte de sua cultura? E como seria possível reconhecer a cultura comum de um determinado grupo social, se não fossem as memórias que guardamos de suas tradições, dos seus costumes e de seus valores?

Este é um aspecto importantíssimo quando pensamos a memória a partir de uma perspectiva social. Ou seja, a memória coletiva de um determinado povo serve, entre outras coisas, para lhe conferir identidade! A partir dela, reconhecemos valores comuns, que são transmitidos de geração à geração. Isso forma uma cultura regional ou nacional, com a qual nos identificamos e passamos a nutrir um certo sentimento de pertencimento.

Identidade! Quem somos?

Nós, brasileiros, por exemplo, nos identificamos com certos símbolos nacionais. Alguns deles são a nossa bandeira, o nosso hino, alguns heróis nacionais como Tiradentes, José Bonifácio, entre outros. Esses são símbolos que fazem parte de nossa memória. Nós nos identificamos com esses símbolos e estabelecemos certo vínculo afetivo. Ao nos identificarmos com eles. Portanto, nos reconhecemos como brasileiros.

Em uma sociedade, porém, esses símbolos, em sua maioria, são construções sociais. Ao longo do tempo eles vão se estabelecendo e adentrando ao imaginário popular. De alguma forma, eles refletem a memória de grupos dominantes que alcançaram maior predominância social, seja por meio de conquistas, guerras ou domínios culturais de um povo sobre outro. Assim, nesse processo, podemos perceber que ocorre uma certa seletividade da memória social de um povo. Mitos representativos de alguns grupos sociais vão sendo construídos e lembrados. Por outro lado, outros vão sendo esquecidos. Dai a importância do trabalho dos historiadores. Eles os responsáveis por refletirem e problematizarem essas questões sociais. E então, vão resgatando e fazendo lembrar, também, a memória dos esquecidos, das minorias e dos oprimidos.

Nossa matriz social!

O Brasil, como você sabe, é um país de matriz étnico-racial bastante variada. Nossa matriz foi formada, inicialmente:

  • pelos povos indígenas, nativos da terra;
  • pelos portugueses, que chegaram posteriormente, como colonizadores;
  • e pelo africano, que veio para o Brasil na condição de escravizado.

Da miscigenação inicial dessas três diferentes composições étnicas, acrescida de outras, posteriormente, formou-se o povo brasileiro e sua cultura. Dessa forma, temos, de norte a sul do país, uma enorme variedade cultural, cuja memória é preservada por meio de suas festividades religiosas, trajes típicos e costumes regionais. Um bom, por exemplo, é o hábito do gaúcho de tomar chimarrão, ou do mineiro, que são exímios feitores de pão de queijo. Essa prática, inclusive, tombada como patrimônio cultural brasileiro.

Por fim! A importância da História!

Ao final de tudo, podemos compreender, então, que as sociedades são organismos altamente complexos. São formadas a partir de seus processos históricos que, quase sempre, envolvem disputas de poder, tensões culturais, miscigenação de povos. Enfim, movimentos dinâmicos de desenvolvimento que geram memórias, que são preservadas como formas de identidade de um povo. Essas memórias, no entanto, são seletivas. Algumas são esquecidas e outras exaltadas. Aos historiadores cabe o papel de fazer o resgate dessas memórias, gerar reflexão sobre elas, fazendo representar, sobretudo, os esquecidos sociais.

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