História e Atualdiades https://historiaeatualidades.com.br Com o prof. Richard Abreu Sun, 22 Oct 2023 21:03:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Linha do tempo: os principais fatos que marcaram a história do Século XIX. https://historiaeatualidades.com.br/2023/10/22/linha-do-tempo-os-principais-fatos-que-marcaram-a-historia-do-seculo-xix/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/10/22/linha-do-tempo-os-principais-fatos-que-marcaram-a-historia-do-seculo-xix/#respond Sun, 22 Oct 2023 21:03:02 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=16796 O século XIX pode ser definido como um período de profundas mudanças e transformações em várias áreas da vida humana, incluindo política, economia, sociedade, cultura e tecnologia. Foi um período de grande agitação, inovação e mudança que moldou o mundo moderno de maneira irreversível. Suas influências podem ser vistas em praticamente todos os aspectos da vida contemporânea, tais como uso da eletricidade, meios de transporte e, inclusive, na influência de ideologias políticas e sociais.

Fatos e acontecimentos históricos do Século XIX

Vamos conhecer um pouquinho do século XIX em seus fervilhantes momentos de transformações e porque não dizer, de progresso.

  • 1776 – Declaração de Independência dos Estados Unidos

    Em 1776 foi assinada a Declaração de Independência dos Estados Unidos, que previa direitos humanos básicos e criou uma nova nação: os Estados Unidos da América. Embora acontecido, ainda sob os auspícios do século 18, este é um evento fundante do que os historiadores costumam denominar de o longo século XIX.

  • 1789 – Queda da Bastilha

    Em 1879, aconteceu um dos mais emblemáticos eventos da Revolução Francesa, conhecido como A Queda da Bastilha. Desencadeado pela crescente agitação popular e pela insatisfação com a monarquia, uma multidão de manifestantes se reuniu diante da Bastilha, demandando armas e munições armazenadas no local. A queda da Bastilha é considerada um dos marcos iniciais da Revolução Francesa, que levou à derrubada do Antigo Regime e à ascensão da República Francesa.

  • 1807 – Lei de Abolição do Comércio de Escravos

    Em 1807, o Reino Unido aprovou a “Lei para a Abolição do Comércio de Escravos”, que é mais comumente conhecida como o Ato de Abolição do Tráfico de Escravos de 1807. Essa lei marcou um marco importante na luta contra o comércio transatlântico de escravos.

  • 1815 – A Batalha de Waterloo

    A Batalha de Waterloo foi um dos eventos mais significativos da história europeia do século XIX, ocorrendo em 18 de junho de 1815. Foi um confronto decisivo que marcou o fim das Guerras Napoleônicas, um período de conflitos impulsionado pelas ambições de Napoleão Bonaparte de dominar a Europa.

  • 1819 – Fundação da Gran Colômbia

    A Gran Colômbia, ou Grande Colômbia, foi uma república que existiu na América do Sul durante o século XIX. Ela foi fundada em 1819 por Simón Bolívar, um dos líderes mais importantes na luta pela independência de várias nações sul-americanas do domínio espanhol. A Gran Colômbia abrangia uma vasta área que incluía os territórios que hoje correspondem à Colômbia, Venezuela, Equador, Panamá e partes do Peru, Brasil e Bolívia.

  • 1830 – Inauguração da primeira estrada de ferro do mundo

    A inauguração da primeira estrada de ferro do mundo ocorreu em 1830, na Inglaterra. A estrada de ferro em questão era a Liverpool and Manchester Railway, que ligava as cidades de Liverpool e Manchester. Este evento é historicamente importante porque marcou o início da era das ferrovias, que revolucionou o transporte e a indústria ao permitir o movimento eficiente de pessoas e mercadorias por meio de locomotivas a vapor sobre trilhos.

  • 1848 – Revoluções na Europa

    As Revoluções de 1848, também conhecidas como a “Primavera dos Povos”, foram uma série de levantes e movimentos revolucionários que varreram a Europa naquele ano. Esses eventos tiveram suas raízes em uma variedade de fatores, incluindo descontentamento popular, demandas por reformas políticas e sociais, e o desejo de emancipação nacional em várias regiões.

  • 1856 – Segunda Guerra do Ópio

    A Segunda Guerra do Ópio, também conhecida como a Segunda Guerra Anglo-Chinesa, ocorreu entre 1856 e 1860. Foi um conflito entre o Império Britânico e o Império Chinês, que teve suas raízes na disputa comercial e no tráfico de ópio.

  • 1859 – A origem das espécies

    “A Origem das Espécies” é o título de um livro escrito por Charles Darwin e publicado em 1859. O título completo da obra é “A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural, ou a Preservação das Raças Favorecidas na Luta pela Vida” (no original em inglês: “On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life”). Este livro é uma das obras mais influentes da história da biologia e é considerado o trabalho seminal que lançou as bases da teoria da evolução.

  • 1861 – Unificação da Itália

    A unificação da Itália, também conhecida como o Risorgimento, foi um processo histórico que levou à formação do Estado italiano unificado em 1861. Antes da unificação, a Itália era composta por uma série de estados independentes, principados, reinos e regiões sob o domínio estrangeiro. O processo de unificação durou várias décadas e envolveu uma série de líderes e movimentos políticos.

  • 1863 – Lincoln profere o discurso de Gettysburg

    O Discurso de Gettysburg foi um famoso discurso proferido pelo 16º presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, em 19 de novembro de 1863. Foi realizado durante a Guerra Civil Americana, na cerimônia de dedicação do Cemitério Nacional de Gettysburg, em Gettysburg, Pensilvânia, pouco tempo após a Batalha de Gettysburg, um dos confrontos mais sangrentos da guerra.

  • 1868 – Ascensão do imperador Meiji no Japão

    O imperador Meiji reinou de 1867 a 1912, e sua ascensão ao trono foi um marco importante que trouxe mudanças radicais para o Japão, transformando-o de uma sociedade feudal isolada em uma nação industrializada e modernizada.

  • 1869 – Abertura do Canal de Suez

    A abertura do Canal de Suez ocorreu em 17 de novembro de 1869, marcando um evento histórico na engenharia e no transporte marítimo. O Canal de Suez é uma via navegável artificial que conecta o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho, cortando através do istmo de Suez no Egito. Essa passagem permitiu que os navios economizassem uma rota mais longa ao redor da África para chegar ao Oriente Médio e à Ásia, tornando o comércio global mais eficiente.

  • 1908 – Revolução dos Jovens Turcos

    Em 1908, aconteceu a Revolução dos Jovens Turcos, que culminou na Revolução de 1908, quando um grupo de oficiais militares, intelectuais e reformistas do Comitê para União e Progresso (CUP) forçou o sultão otomano Abdul Hamid II a restaurar a constituição otomana de 1876. Essa constituição estabelecia um sistema parlamentar e limitava o poder do sultão.

  • 1913 – Manifestação de Emily Davison

    Símbolo da luta pelo sufrágio feminino, em 1913 Emily Davison pulou sob o cavalo do rei George V, da Inglaterra, durante uma corrida de cavalos, e foi morta pela segurança do rei.

  • 1914 – Primeira Guerra Mundial

    Em 1914 teve início a Primeira Guerra Mundial, marcando, para os historiadores, o fim do longo Século XIX e início do que convencionou-se chamar de “o breve Século XX”.

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Quem foi Ernesto ‘Che’ Guevara? https://historiaeatualidades.com.br/2023/10/14/quem-foi-ernesto-che-guevara/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/10/14/quem-foi-ernesto-che-guevara/#respond Sat, 14 Oct 2023 20:19:52 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=16778 Ernesto “Che” Guevara foi um revolucionário argentino, que ganhou grande destaque a partir da Revolução Cubana, que culminou com a ascensão de Fidel Castro ao poder em 1959. Che Guevara, como ficou conhecido, nasceu em 14 de junho de 1928 e foi executado em 9 de outubro de 1967, na Bolívia. Ele desempenhou um papel fundamental na luta guerrilheira em Cuba, onde atuou como comandante na Sierra Maestra. Após a vitória revolucionária, desempenhou várias funções no governo cubano, incluindo a liderança do Banco Nacional de Cuba e do Ministério da Indústria.

Che Guevara

Che Guevara tornou-se uma figura internacionalmente conhecida e influente na promoção do comunismo e do marxismo na América Latina e em outras partes do mundo. Che acreditava na necessidade de espalhar a revolução comunista globalmente e esteve envolvido em atividades revolucionárias em diferentes países, como o Congo e a Bolívia.

Che Guevara é frequentemente lembrado por sua imagem icônica, capturada em uma fotografia de 1960 feita por Alberto Korda. A fotografia de Che tornou um símbolo do idealismo revolucionário e é amplamente reproduzida em pôsteres e camisetas. Che, porém, é também uma figura controversa. Críticos apontam para violações dos direitos humanos durante seu tempo no poder em Cuba e em outras áreas de sua atuação. O guerrilheiro foi capturado e executado na Bolívia em 1967, encerrando sua vida curta, mas deixou legado como um dos líderes revolucionários mais conhecidos do século XX.

Che Guevara e a Revolução Cubana

Durante a Revolução Cubana, Che Guevara atuou como um dos principais comandantes das forças rebeldes na Sierra Maestra, uma região montanhosa de Cuba, onde as forças revolucionárias se refugiaram e organizaram suas operações. Ele ganhou respeito como líder militar por suas habilidades táticas na luta contra as forças do governo de Fulgencio Batista.

Che foi um fervoroso defensor do marxismo-leninismo e desempenhou um papel fundamental na articulação da ideologia revolucionária que impulsionou a luta em Cuba. Sua convicção e retórica em prol da justiça social e da igualdade atraíram muitos seguidores e contribuíram para a união ideológica das forças revolucionárias. Suas táticas eram baseadas em uma abordagem focada em guerrilha, que envolvia a mobilização de pequenas unidades rebeldes em áreas rurais e montanhosas. Essa estratégia desestabilizou as forças do governo e ganhou apoio popular.

Após a vitória da revolução em 1959, Che Guevara desempenhou um papel ativo no governo cubano. Ocupou várias posições, incluindo a liderança do Banco Nacional de Cuba e foi ministro da Indústria. Além disso, desempenhou papel crucial na implementação de reformas econômicas e sociais, incluindo a nacionalização de indústrias e a redistribuição de terras.

Discurso na Assembleia das Nações Unidas

Em 11 de dezembro de 1964, Che Guevara fez um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, representando o governo cubano. Em seu discurso, Guevara condenou o imperialismo e a política externa norte-americana e também expressou seu apoio a movimentos revolucionários em várias partes do mundo. O discurso de Che Guevara na ONU é conhecido por suas fortes críticas aos Estados Unidos e reafirmação de seu compromisso com a causa revolucionária no mundo.

Che Guevara no Congo, África

Em 1965, já após a bem sucedida incursão em Cuba, Che Guevara, partiu para o Congo (então chamado de República Democrática do Congo), na África, para dar continuidade ao seu expansionismo revolucionário. No Congo, Guevara se juntou a um grupo de rebeldes com o objetivo de derrubar o governo do primeiro-ministro Moïse Tshombe, que tinha o apoio dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais. No entanto, a missão no Congo foi marcada por reveses, dificuldades logísticas e falta de apoio popular. A presença de Guevara não conseguiu unificar as facções rebeldes ou alcançar o sucesso desejado.

Guevara e seus seguidores logo se viram em uma situação precária, enfrentando ataques do exército do governo e lutando para manter a coesão interna. Em meados de 1965, Che Guevara e o grupo de guerrilheiros cubanos que o acompanhavam decidiram deixar o Congo, encerrando sua tentativa de promover uma revolução no país.

Apesar de sua derrota no Congo, Che continuou sua busca por oportunidades revolucionárias em outros lugares, e sua próxima aventura foi na Bolívia, para onde partiu em 1966, iniciando suas atividades de guerrilha em 1967.

Che Guevara na Bolívia, último ato

Em 1967, Che Guevara liderou um grupo de guerrilheiros com o objetivo de iniciar a revolução na Bolívia. Em 8 de outubro de 1967, Che Guevara foi capturado pelo exército boliviano e pela CIA, após ter sido ferido em combate. No dia seguinte, 9 de outubro, ele foi executado, encerrando sua tentativa de fazer a revolução na Bolívia.

Sua captura e morte marcaram o fim de sua carreira como revolucionário itinerante e a derrota final para suas aspirações de promover revoluções comunistas em outros países da América Latina e no mundo. A morte de Che Guevara na Bolívia consolidou sua figura como um mártir e ícone da esquerda revolucionária em todo o mundo, mesmo que a tentativa de revolução na Bolívia tenha sido malsucedida.

Filmes e Documentários sobre Che

Che Guevara, além do mito

França – 2017 – 52 min

De Tencrede Ramonet • Com Salim Lamrani, Marie-Alice Waters, Jon Lee Anderson, Pierre Kalfon, Julio Cesar Gaunche, Michael Lowy

Apesar de sua conhecida importância revolucionária, o surgimento do mito Che Guevara foi também uma construção. Ao longo de sua vida, o guerrilheiro, que era também escritor, fotógrafo e cinéfilo, se preocupou em construir uma autoimagem de impacto para se sacralizar na história. Esse documentário busca ultrapassar o símbolo de barba, boina e charuto e mostrar quem era o homem por trás do mito.

Onde assistir: canal Curta!

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Mississipi em Chamas. Resumo do filme. https://historiaeatualidades.com.br/2023/10/09/mississipi-em-chamas-resumo-do-filme/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/10/09/mississipi-em-chamas-resumo-do-filme/#respond Mon, 09 Oct 2023 11:00:00 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=16763 “Mississippi em Chamas”, cujo título original é “Mississippi Burning”, é um filme de drama e suspense lançado em 1988, dirigido por Alan Parker e baseado em eventos reais ocorridos durante o movimento dos direitos civis nos Estados Unidos na década de 1960. O filme retrata a luta pelos direitos civis de afro-americanos no sul segregacionista do Mississippi.

A história se passa em 1964 e segue dois agentes do FBI, interpretados por Gene Hackman e Willem Dafoe, que são enviados ao Mississippi para investigar o desaparecimento de três ativistas de direitos civis, James Chaney, Andrew Goodman e Michael Schwerner, que estavam trabalhando para registrar eleitores negros no estado. Durante a trama, os agentes enfrentam resistência e hostilidade das autoridades locais, incluindo a polícia e a Ku Klux Klan, que estão determinadas a impedir qualquer avanço no movimento pelos direitos civis e tentam atrapalhar as investigações.

O filme examina profundamente as tensões raciais e políticas da época, destacando a brutalidade e o racismo profundamente enraizados no sul dos Estados Unidos. Enquanto os agentes do FBI investigam o caso, testemunham o medo e a violência que a comunidade negra enfrenta diariamente. Determinados a desvendar o caso, passam a trabalhar em conjunto com um grupo de ativistas de direitos civis, incluindo a esposa de um dos desaparecidos, interpretada por Frances McDormand.

À medida que a investigação avança, os agentes do FBI se confrontam com a necessidade de usar táticas não convencionais para obter informações e expor a verdade por trás do desaparecimento dos ativistas. O filme culmina em um clímax tenso e violento, à medida que a investigação revela uma conspiração mortal liderada pela Ku Klux Klan e outros líderes locais.

“Mississippi em Chamas” aborda questões profundas de justiça social, racismo e coragem. O filme foi elogiado por sua representação das lutas do movimento dos direitos civis e recebeu várias indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme. É um retrato poderoso e perturbador de um momento crucial na história dos Estados Unidos, quando indivíduos corajosos lutaram contra a injustiça e a opressão racial.

Serviço

Você pode assistir à Mississipi em Chamas no Prime Vídeos, da Amazon. Para colecionadores, é possível adquirir o filme em DVD e VHS, originais, no site da loja.

Veja o trailer de Mississipi em Chamas

Trailer: Mississipi em Chamas

Veja mais filmes como este em Filmes.

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08 de outubro: captura de Che Guevara na Bolívia https://historiaeatualidades.com.br/2023/10/08/08-de-outubro-captura-de-che-guevara-na-bolivia/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/10/08/08-de-outubro-captura-de-che-guevara-na-bolivia/#respond Sun, 08 Oct 2023 23:52:01 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=16751 No dia 08 de outubro de 1967, o líder revolucionário, Ernesto “Che” Guevara, foi capturado pelo exército boliviano, na região de Sierra Maestra, na Bolívia. Na ocasião de sua captura, Che, estava liderando uma tentativa de insurgência comunista na Bolívia. Após a sua captura, ele foi mantido sob custódia pelo exército boliviano e executado, ao que se sabe, no dia seguinte, em 9 de outubro de 1967, a mando do governo boliviano. O presidente da Bolívia na época, René Barrientos, e a CIA estiveram envolvidos na captura e na decisão de executá-lo. Guevara foi morto por um pelotão de fuzilamento.

A morte de Che Guevara teve repercussões significativas na América Latina e em todo o mundo, tornando-o um ícone da luta revolucionária e da esquerda política. Sua imagem e suas ideias continuaram a exercer influência sobre movimentos políticos e sociais em muitos países após sua morte.

Ante de seu insucesso na Bolívia, Che Guevara desempenhou um papel fundamental na Revolução Cubana, um movimento revolucionário que resultou na queda do governo de Fulgencio Batista e na ascensão de Fidel Castro ao poder em Cuba. A Revolução Cubana começou em 1953 e culminou na vitória das forças revolucionárias em janeiro de 1959.

Seu ideal era levar a revolução para todos os países da América Latina.


Outros fatos ocorridos no mês de outubro


    Fatos históricos e acontecimentos de outros meses

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    Fenícia: resumo da história dos povos fenícios. https://historiaeatualidades.com.br/2023/10/08/fenicia-resumo-da-historia-dos-povos-fenicios/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/10/08/fenicia-resumo-da-historia-dos-povos-fenicios/#respond Sun, 08 Oct 2023 20:35:57 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=16558 A Fenícia constituiu-se como uma civilização antiga do Oriente, onde hoje situa-se o território atual do Líbano. Os fenícios eram povos de origem semita, cuja principal atividade econômica foi o comércio marítimo com outros povos da região. Seu apogeu estendeu-se do início do século 14 a.C, com o declínio da civilização cretense, até aproximadamente o século 8 a.C, quando foram dominados pelos Assírios. São reconhecidos, sobretudo, pela invenção do alfabeto, o que permitiu a integração comercial e cultural de diversas regiões com as quais mantiveram relações.

    Índice de conteúdo

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    1. Índice de conteúdo
    2. Localização geográfica
    3. Características da civilização Fenícia
      1. Religião fenícia
    4. Alfabeto fenício
    5. Apogeu, declínio e queda dos fenícios
    6. Outras civilizações do mundo antigo

    Localização geográfica

    A Fenícia estava localizada em uma estreita faixa de terra, de aproximadamente 200 Km de extensão, por 40 Km de largura, abrangendo, o que corresponde, atualmente, a parte do território do Líbano. Ao norte, fazia fronteira com a Ásia Menor, ao sul com a Palestina, a leste com as cordilheiras do Líbano, e a oeste, com o mar Mediterrâneo.

    Localização geográfica da Fenícia x Território atual do Líbano

    Características da civilização Fenícia

    A civilização fenícia ficou marcada, principalmente, por suas habilidades em navegação, pelo comércio e, sobretudo, pelo desenvolvimento do sistema de escrita alfabética. Suas cidades-estados independentes e sua influência cultural deixaram uma marca duradoura na história do Mediterrâneo Oriental.

    Algumas de suas principais cidades-estados foram Tiro, Sidon e Biblos. Essas cidades ganharam notoriedade por suas habilidades em construção naval e prática do comércio, e estabeleceram colônias em várias partes do Mediterrâneo, em locais como Tunísia (Cartago), Sicília, Sardenha, Chipre e outras.

    Religião fenícia

    A religião na civilização fenícia era politeísta, o que significa que os fenícios adoravam vários deuses e deusas em um panteão divino. Suas crenças religiosas foram influenciadas por outras culturas do Mediterrâneo Oriental, incluindo egípcios e mesopotâmicos, mas também desenvolveram suas próprias tradições religiosas.

    Alguns dos deuses e deusas mais importantes incluíam Baal, que era o deus do céu, da tempestade e da fertilidade, e foi uma das divindades mais cultuadas da religião fenícia. Outras divindades importantes do panteão fenício foram: Astarte, que era a deusa da fertilidade, do amor e da guerra; Melqart, que correspondia a Hércules, na mitologia grega; Eshmun, o deus da cura e da medicina e Resheph, deus da peste e da guerra.

    Os rituais religiosos dos fenícios incluíam sacrifícios de animais e oferendas de alimentos, além de vinhos e outros bens. Os fenícios não deixaram muitos registros escritos de sua religião, e pouco se sabe, com precisão, sobre seus textos sagrados ou mitologia. Ainda, assim, com avanços das pesquisas arqueológicas, é sabido que a religião fenícia exerceu influência sobre outras culturas da região do Mediterrâneo, especialmente por meio das colônias que fundaram, a exemplo de Cartago, que também adotou e adaptou diversos elementos da religião fenícia.

    Alfabeto fenício

    Uma das principais contribuições da civilização fenícia à mundo antigo, foi o desenvolvimento e difusão de um novo sistema de escrita alfabético. A principal diferença entre o sistema de escrita fenício e os demais sistemas de escrita antigos está na sua natureza alfabética e na simplicidade do seu conjunto de caracteres. No alfabeto fenícios, cada símbolo (letra ou caractere) representava um som consonantal individual, o que o diferia das demais escritas antigas, como os hieróglifos egípcios ou a escrita cuneiforme suméria, que eram predominantemente logográficos, onde os símbolos representavam palavras ou ideias em vez de sons individuais.

    Assim, o alfabeto fenício constituía-se em uma escrita bastante flexível, uma vez que os caracteres podiam ser usados para representar uma variedade de idiomas semíticos diferentes, adaptando-se às necessidades linguísticas específicas. Dessa forma, ao estabelecerem-se em diferentes regiões ao redor do Mediterrâneo, ao fundarem as suas colônias, os fenícios podiam usar o seu sistema de escrita para escrever em línguas locais.

    O alfabeto fenício era relativamente simples, consistindo em cerca de 22 a 30 caracteres consonantais, dependendo da época e da região e serviu como base para o desenvolvimento de muitos outros sistemas de escrita, incluindo o grego antigo, o latino, o cirílico e outros alfabetos usados em várias partes do mundo antigo. Isso tornou o alfabeto fenício um dos sistemas de escrita mais influentes da história.

    Apogeu, declínio e queda dos fenícios

    O apogeu da civilização fenícia ocorreu durante os séculos XI a.C. a VIII a.C. Durante esse período, os fenícios estabeleceram-se como uma das principais potências no Mediterrâneo Oriental e desfrutaram de um período de grande influência política, econômica e cultural. Durante esse período, os fenícios estabeleceram rotas comerciais que se estendiam por todo o Mediterrâneo, comercializando uma ampla gama de produtos, tais como cerâmica, vidro, metais preciosos e tecidos. Suas cidades-estados prosperaram e tornaram centros comerciais importantes, com portos movimentados e economias robustas.

    Os fenícios mantiveram relações comerciais e diplomáticas com diversas outras potências da época, como o Egito, a Assíria e a Babilônia e muitas vezes atuavam como intermediários em relações comerciais entre esses impérios.

    Ao longo do tempo, porém, os fenícios enfrentaram desafios diversos, como conflitos com impérios vizinhos, como os assírios e os persas, o que levou ao declínio da civilização, especialmente após as Guerras Púnicas entre Cartago (uma colônia fenícia) e Roma.

    Seu declínio, no entanto, foi um processo gradual, que envolveu outros fatores que levaram ao enfraquecimento de sua civilização, tal com o surgimento de novas rotas comerciais, concorrências e invasões de outros povos e enfraquecimento cultural. O legado fenício, porém, incluindo seu alfabeto e suas contribuições culturais, continuaram a influenciar as civilizações posteriores na região do Mediterrâneo e além.


    Outras civilizações do mundo antigo

    Veja mais em Civilizações.

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    Civilização, resumo do livro de Niall Ferguson https://historiaeatualidades.com.br/2023/09/14/civilizacao-resumo-do-livro-de-niall-ferguson/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/09/14/civilizacao-resumo-do-livro-de-niall-ferguson/#respond Thu, 14 Sep 2023 15:19:06 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=16308 Civilização: Ocidente x Oriente e as origens do conflito global, título original em inglês, Civilization: The West and the Rest, de Niall Ferguson, foi publicado no Brasil em 2011, pela editora Planeta. No livro, Ferguson explora a ascensão e queda das civilizações ao longo da história, comparando o desenvolvimento do Ocidente com outras partes do mundo, especialmente o Oriente. O autor examina as razões pelas quais o Ocidente se tornou dominante no mundo, enquanto outras civilizações enfrentaram desafios e declínios.

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    Breve introdução à Civilização, de Niall Ferguson

    Em Civilização: Ocidente x Oriente, Niall Ferguson argumenta que fatores como a Revolução Industrial, a ciência, a propriedade privada, as instituições políticas e econômicas, bem como a cultura, desempenharam importante papel na formação da civilização ocidental. Com essa linha de raciocínio, Ferguson aborda questões históricas, econômicas e culturais, procurando entender as dinâmicas que moldaram o mundo moderno e os conflitos entre diferentes civilizações.

    Ferguson considera a Revolução Industrial como um dos principais pontos de virada na história do Ocidente, com grandes implicações para o desenvolvimento econômico e para as relações globais. A partir dessa perspectiva, busca compreender as causas subjacentes à Revolução, destacando fatores como: a combinação de capital disponível, inovação tecnológica, mão de obra qualificada, recursos naturais abundantes e o ambiente legal propício ao empreendedorismo.

    O autor argumenta que esses elementos, interconectados, criaram as condições ideais para a transformação econômica no Ocidente, que sobrepujaram as civilizações orientais, calcadas em valores opostos a esses.

    Aspectos impulsionadores do desenvolvimento ocidental segundo Ferguson

    Outros aspectos abordados por Ferguson, em Civilização, são o desenvolvimento da medicina, da ciência, a proteção à propriedade privada e a competição, como as condições propícias para o incremento do consumo e valorização do trabalho, e como fatores impulsionadores do desenvolvimento ocidental.

    Medicina

    Especialmente, acerca da medicina, Ferguson ressalta as inovações, sobretudo a partir do Iluminismo, de práticas médicas, que transformaram o cotidiano da população, dando impulso a melhores condições de vida. O autor menciona os avanços na cirurgia ocidental, incluindo práticas assépticas, que revolucionaram a capacidade dos médicos de realizar procedimentos cirúrgicos de forma mais segura e eficaz e como esses avanços na medicina contribuíram para melhorar a qualidade de vida das pessoas no Ocidente, incluindo uma redução nas taxas de mortalidade infantil e uma maior expectativa de vida.

    Propriedade privada

    Em Civilização, Ferguson destaca que a proteção da propriedade privada gerou um ambiente de incentivos para o trabalho, onde indivíduos e empresas sentiram-se estimulados a investir em empreendimentos produtivos e inovação. Assim, o autor aponta a proteção à propriedade, como um dos pilares do capitalismo e do desenvolvimento econômico ocidental em relação ao Oriente.

    Competição

    Calcado na ideia de propriedade privada como um dos fatores impulsionadores do desenvolvimento ocidental, o autor explora, também, esse outro aspecto de primazia ocidental sobre o Oriente. Ferguson aponta que a competição econômica entre nações, empresas e indivíduos como tendo desempenhado um papel fundamental para isso. Argumenta que a busca pelo sucesso econômico estimulou a inovação, a produtividade e o desenvolvimento de mercados eficazes. Discute, ainda, como a competição política, especialmente no contexto da rivalidade entre nações e o surgimento de estados poderosos levou a alianças, conflitos e mudanças na ordem mundial, impulsionando o desenvolvimento.

    Conclusão

    Em sua obra “Civilização: Ocidente X Oriente e as Origens do Conflito Global”, Niall Ferguson apresenta uma análise abrangente da história do Ocidente, destacando os fatores que contribuíram para seu sucesso e influência ao longo do tempo. Através de uma abordagem interdisciplinar que abrange economia, política, tecnologia, cultura e medicina, Ferguson explora as complexas dinâmicas que moldaram a civilização ocidental e a colocaram em confronto com outras civilizações, especialmente as do Oriente.

    Alguns dos temas centrais da obra incluem a importância da propriedade privada, a competição como motor de progresso, a inovação tecnológica, a evolução política, a globalização e o impacto da medicina no desenvolvimento da sociedade. Ferguson argumenta que o Ocidente se destacou devido a seu compromisso com princípios como a proteção da propriedade privada, a busca pela inovação e o desenvolvimento de instituições políticas e econômicas sólidas.

    Ao mesmo tempo, o autor não ignora os desafios e contradições que surgiram ao longo da história do Ocidente, incluindo desigualdades econômicas, conflitos internos e externos, bem como questões éticas. Ferguson também destaca a interconexão do Ocidente com outras partes do mundo, especialmente o Oriente e a África, e como essas interações moldaram as relações globais.

    Serviço

    O livro de Niall Ferguson, Civilização: Ocidente X Oriente e as Origens do Conflito Global, pode ser adquirido na Amazon, ao custo de R$23,00, no formato Capa Comum (impresso). No site da loja há edições novas e usadas, a custos variáveis. Para usuários Prime, o frete é gratuito, com entrega pela própria Amazon.

    Sobre o autor: Niall Campbell Ferguson é um historiador escocês. Leciona história na Universidade de Harvard, é um pesquisador em Oxford, associado sénior no Instituto Hoover e na Universidade de Stanford e professor emérito da New College of the Humanities (Wikipedia)

    Outros livros de Niall Ferguson

    Império: Com os britânicos fizeram o mundo moderno

    O horror da guerra: Uma provocativa análise da primeira guerra mundial

    A ascensão do dinheiro: A história financeira do mundo

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    12 de setembro, acidente com o Césio-137 em Goiânia. https://historiaeatualidades.com.br/2023/09/12/12-de-setembro-acidente-com-o-cesio-137-em-goiania/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/09/12/12-de-setembro-acidente-com-o-cesio-137-em-goiania/#respond Tue, 12 Sep 2023 11:00:00 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=16706 O dia 12 de setembro marca um dos mais trágicos acidentes nucleares do mundo. Na manhã do dia 12 de setembro de 1987, dois catadores de materiais recicláveis, Roberto dos Santos Alves e Wagner Mota Pereira, encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em um hospital desativado, o Instituto Goiano de Radioterapia (IGR). Esse aparelho continha uma fonte de Césio-137, um isótopo altamente radioativo usado em tratamentos contra o câncer.

    Sem saber do que se tratava, os catadores desmontaram o aparelho, retirando o contêiner que continha a fonte radioativa. O Césio-137 foi liberado e se espalhou pelo ambiente. Os catadores e várias outras pessoas que entraram em contato com o material radioativo começaram a apresentar sintomas de contaminação por radiação, como queimaduras na pele, náuseas, vômitos e problemas respiratórios. Ao todo, quatro pessoas morreram por contato direto com o Césio-137 e pelo menos outras mil foram afetadas indiretamente.

    O acidente com o Césio-137 em Goiânia foi o maior do gênero no mundo, ocorrido fora de uma usina e teve importante impacto na conscientização sobre a segurança nuclear no Brasil e em outros lugares. O episódio serviu para chamar a atenção para a importância de medidas rigorosas de segurança ao lidar com materiais radioativos e virou caso de estudo para a preparação e resposta a incidentes envolvendo materiais radioativos em todo o mundo.


    Outros fatos ocorridos no mês de setembro


      Fatos históricos e acontecimentos de outros meses

      Veja tudo em Fatos Históricos.

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      11 de setembro: ataque às torres gêmeas. https://historiaeatualidades.com.br/2023/09/11/11-de-setembro-ataque-as-torres-gemeas/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/09/11/11-de-setembro-ataque-as-torres-gemeas/#respond Mon, 11 Sep 2023 11:00:00 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=16678 O dia 11 de setembro entrou para história recente da humanidade, pelo colossal ataques às Torres Gêmeas em Nova Iorque, EUA, no ano de 2001. Exatamente no dia 11 de setembro daquele ano, terroristas ligados à grupo Al-Qaeda, liderados por Osama bin Laden lançaram dois aviões contra o Word Trade Center, levando à morte 2996 pessoas. Na sequência dos ataques, outro avião foi direcionado para o Pentágono, centro do poder militar dos Estados Unidos e um terceiro caiu na Pensilvânia, depois que os passageiros tomaram conhecimento da dimensão dos atos e entraram em luta contra os sequestradores. Especula-se que este quarto avião seria direcionado para algum alvo em Washington, a Casa Branca ou o Capitólio.

      Os incidentes levaram os EUA à duas guerras, contra o Afeganistão e, posteriormente, contra Iraque. Este último, sob alegação de que oferecia abrigo e treinamento à rede terrorista e, supostamente, para eliminar seu arsenal de armas químicas, que nunca foram descobertas.

      Osama bin Laden foi capturado e morto por tropas norte-americanas no Paquistão em 2011, dez anos depois dos atentados de 11 de setembro. Seu corpo, supostamente, foi lançado ao mar, em local desconhecido.


      11 de setembro: Golpe Militar no Chile

      O dia 11 de setembro marca também o golpe militar no Chile, em 1973, quando o ditador Augusto Pinochet destituiu o presidente, legitimamente eleito, Salvador Allende, empossando-se no poder, em uma ditadura que duraria dezessete anos.

      As ações militares do golpe iniciaram-se na manhã do dia 11 de setembro. Por volta do meio dia, aviões da Força Aérea Chilena bombardearam o Palácio Presidencial La Moneda. Pouco tempo depois, o corpo de Allende foi encontrado, próximo à arma com a qual se suicidou.


      Outros fatos ocorridos no mês de setembro


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        Sacco e Vanzetti, resumo do filme. https://historiaeatualidades.com.br/2023/09/02/sacco-e-vanzetti/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/09/02/sacco-e-vanzetti/#respond Sat, 02 Sep 2023 14:42:05 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=15967 “Sacco e Vanzetti” é um filme italiano dirigido por Giuliano Montaldo, lançado em 1971. O filme é baseado na história real de Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, dois imigrantes italianos que foram julgados e condenados à morte nos Estados Unidos na década de 1920. Tem duração de 2h e conta no elenco com Gian Maria Volontè, Cyril Cusack, Geoffrey Keen. Acusados ​​de cometer um duplo homicídio durante um assalto a uma fábrica em Massachusetts, os dois anarquistas italianos alegaram sua inocência até o fim do julgamento.

        O filme retrata a atmosfera política e social da época, destacando a perseguição aos imigrantes e a influência do medo do comunismo durante a chamada “Primeira Red Scare”. Sacco e Vanzetti mantiveram sua inocência durante todo o processo, alegando que estavam sendo julgados não pelos assassinatos, mas por suas crenças políticas.

        O caso gerou controvérsia e protestos em todo o mundo, com muitos de seus defensores acusando um julgamento injusto motivado por preconceitos políticos e sentimentos anti-imigrantes. O filme explora temas de justiça, preconceito e a luta pelos direitos civis, oferecendo uma visão dramática e emocional da história desses dois homens e de um momento conturbado na história americana.

        Além do enfoque na injustiça do julgamento, o filme Sacco e Vanzetti também destaca o impacto pessoal que a situação teve sobre os dois homens e suas famílias. A narrativa aborda suas vidas antes do julgamento, suas motivações políticas e as complexidades de suas personalidades. A relação entre Sacco e sua esposa, Rosina, assim como a amizade entre Vanzetti e sua companheira, Lizzy, são aspectos emocionais do filme.

        A cinematografia e a trilha sonora contribuem para criar uma atmosfera intensa e carregada de emoção. O diretor Giuliano Montaldo utiliza recursos visuais e sonoros para transmitir a tensão do período e a luta dos personagens contra um sistema que parece preconceituoso e implacável.

        Ao longo do filme, o telespectador é confrontado com questões relacionadas à justiça, ética e moralidade. A história de Sacco e Vanzetti tornou-se um símbolo de resistência e protesto, ecoando além do contexto específico do caso para questionar a integridade do sistema legal e os princípios fundamentais da sociedade.

        Em última análise, “Sacco e Vanzetti” é uma obra cinematográfica que vai além da mera recontagem histórica, buscando explorar as nuances emocionais e sociais subjacentes ao trágico episódio na vida desses dois homens.

        Serviços

        Você pode assistir à Sacco e Vanzetti no Prime Vídeos, da Amazon. Também é possível encontrar diversas obras literárias sobre Sacco e Vanzetti no site da Amazon.

        Veja mais filmes com este em Filmes.

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        23 de agosto, execução de Sacco e Vanzetti https://historiaeatualidades.com.br/2023/08/23/23-de-agosto-execucao-de-sacco-e-vanzetti/ https://historiaeatualidades.com.br/2023/08/23/23-de-agosto-execucao-de-sacco-e-vanzetti/#respond Wed, 23 Aug 2023 11:00:00 +0000 https://historiaeatualidades.com.br/?p=16714 No dia 23 de agosto de 1927, os dois imigrantes italianos, Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, foram executados nos EUA, acusados do assassinato de homens, decorrente de um assalto a uma fábrica de sapados, em Massachusetts, EUA. O caso foi um dos mais emblemáticos da história da justiça norte-americana, e ganhou repercussão mundial na época. Apesar de um longo julgamento, que durou aproximadamente seis anos, não se sabe se os dois italianos foram realmente os autores do crime.

        O juiz do caso, Webster Thayer, foi acusado diversas vezes por conduzir o julgamento de forma parcial, com tendência a condenar os dois suspeitos, mas por seus posicionamentos políticos do que propriamente pelas provas materiais que os incriminassem.

        Sacco e Vanzetti, como ficaram conhecidos, eram dois militantes anarquistas de origem italiana que migraram para os EUA em busca de melhoras condições de vida. Foram eletrocutados em uma cadeira elétrica na noite do dia 23 de agosto de 1927 sem que suas participações no crime fossem comprovadas, segundo os defensores.

        Leia A história e a tragédia de Sacco e Vanzetti para saber mais.


        Outros fatos ocorridos no mês de agosto


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