Resumo do livro Como aprender e ensinar competências, de Antoni Zabala e Laia Arnau.

Como aprender e ensinar competências, de Antoni Zabala e Laia Arnau, publicado pela editora Artmed, é um manual essencial para compreender competências no ensino e aprender lidar com esta proposta pedagógica no desafio da sala de aula. Alguns pontos do livro se sobressaíram tão importantes que não serão tratados neste resumo, mas em publicações futuras, para melhor aprofundamento.

O livro possui cento e oitenta e oito páginas, da introdução ao epílogo, e conta com um glossário de termos ao final, muito útil para tornar claro os principais conceitos de que os autores se utilizam na obra. Como aprender e ensinar competências está organizado em torno de onze questões chaves sobre o ensino de competências, cujas respostas os autores desenvolvem ao longo dos onze capítulos.

Sobre o livro

A quem interessar, Como aprender e ensinar competências, de Antoni Zabala e Laia Arnau, está a venda na Amazon, em formato digital e impresso, ao custo de R$45,82 e R$50,36, respectivamente. Esses valores referem-se à data de publicação desse post (clique aqui para comprar).

Para uma visão geral da obra, apresentamos abaixo o sumário completo do livro, com os nomes de cada capítulo:

  1. O termo competência surge como resposta às limitações do ensino tradicional
  2. A atuação eficiente das competências em um determinado contexto
  3. A competência sempre envolve conhecimentos inter-relacionados a habilidades e atitudes
  4. O objetivo da educação por competências e o pleno desenvolvimento da pessoa
  5. As competências escolares devem abarcar o âmbito social, interpessoal, pessoal e profissional
  6. A aprendizagem das competências é sempre funcional
  7. Ensinar competências significa partir de situações e problemas reais
  8. As disciplinas não são suficientes para aprender competências
  9. o núcleo comum: resposta ao ensino de competências
  10. Os métodos para o ensino de competências devem ter um efoque globalizador
  11. Avaliar competências é avaliar processos na resolução de situações-problema

Uma vez apresentado os aspectos gerais do livro, passemos em linhas gerais às ideias dos autores no que compreende os primeiros capítulos da obra. Isso não esgota toda a abrangência do livro sobre a questão do ensino de competências e nem as suas possibildades como alternativa à superação dos desafios que a se impõem à educação atualmente.

Como ensinar e aprender competências em resumo

Para os autores, no campo educacional, uma competência compreende um conjunto essencial de três componentes. São eles: conceituais, procedimentais e atitudinais. Articulados, estes componentes tornam o estudante competente para agir no mundo a partir das diversas situações, complexas e reais, que enfrentará ao longo da vida. Nessa perspectiva, entende-se o ensino de competências como um modelo possibilitador de uma formação integral do educando. Pois, ao abrangir os diversos aspectos da formação, apresenta uma alternativa ao modelo tradicional de ensino, que é centrado, essencialmente, em uma perspectiva de transmissão do conhecimento e onde sobrevaloriza-se os aspectos conceituais do saber.

Com o ensino de competências, importa, aos autores, a superação do modelo de educação tradcional, organizado em torno de uma didática estritamente disciplinar e conteudista, que cria um fosso entre teoria e prática, fazendo prevalescer em todos os seus aspectos, a lógica do “saber por saber”, sem criar nenhum vínculo com a finalidade prática da educação. Esse modelo, de acordo com Zabala e Arnau, estrutura-se a partir de uma ideia onde a educação básica se organizar em etapas sucessivas, cujo único fim é a superação de cada uma delas, para alcançar, então, a educação superior.

À premissa do saber pelo saber deve-se acrescentar a concepção do sistema escolar de caráter claramente propedêutico e seletivo, que entendeu o ensino como um percurso de superação de etapas sucessivas mediadas cada uma delas por demandas da etapa superior. Dessa forma, a etapa de educação infantil é vista como o meio de preparação para o ensino fundamental que, por sua vez, tem como objetivo preparar para a o ensino médio, e esta, finalmente, é o instrumento para a superação das provas de vestibular. Desse modo, essa verdadeira “carreira” sempre é seletiva, posto que nem todos os cidadãos e cidadãs de um país podem ser universitário e, portanto, ao longo do processo, muitos são rotulados como “fracassados”.

(ZABALA; ARNAU, 2010, p. 19)

Uma vez que nem todos os estudantes de um país, pelas diversas razões possíveis, “se tornarão universitários”, o modelo vigente acaba por mostrar uma face pouco democrática e seletivista, e relega ao fracasso aqueles que, eventualmente, optam por outras vias para seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Ensinar competências não excluir ensinar conteúdos

Importante, no entanto, é ressaltar que o ensino de competências na educação não é, segundo Zabala e Arnau, uma negação da função da escola enquanto instância de criação e transmissão de conteúdos e conhecimentos científicos. Dado que uma competência é formada por uma tríade de componentes (conceituais, procedimentais e atitudinais), não se descarta a necessária abordagem disciplinar do conhecimento, mas busca a superação da lógica do mero “saber por saber” para avançar a um patamar de “saber para saber fazer”.

Das diferentes definições do termo competência revisadas no capítulo anterior, incluindo a nossa proposta, não é possível deduzir que o domínio das competências ocorra em detrimento do conhecimento, muito pelo contrário. O surgimento do termo foi consequência da incapacidade de aplicabilidade de muitos conhecimentos teoricamente aprendidos, a situais reais, tando da vida cotidiana quanto profissional.

(ZABALA; ARNAU, 2010, p. 46)

Assim, os autores entendem a proposta de ensino de competências como uma superação da dicotomia teoria-prática, indicando o modelo como possível via para superação dos atuais entraves da educação tradicional.

Como vimos no Capítulo I, o termo competência surge como superação à visão simplista da educação e, neste caso, entre um ensino fundamentado somente na memorização, e outro baseado na ação pela ação. Este termo representa a alternativa que supera as diferentes dicotomias, vigentes no século passado, que são: memorizar e compreender; conhecimentos e habildiades. teoria e prática.

(ZABALA; ARNAU, 2010, p. 49)

Concluindo…

Por fim, no espaço que cabe à abordagem do livro neste post, cabe algumas poucas palavras sobre o tratamento prático que o livro traz para cada um dos pontos que propõe. Todos os capítulos são acompanhados de um quadro final que justificam a abordagem teórica do assunto, indicando as possibiliadades reais para o ensino de competências na educação básica.

Esperamos ter concluído aqui uma mínima contribuição para disseminação das ideias dos autores e, assim, termos dado um pequeno contributo para uma discussão tão necessária e essencial aos que buscam alternativas para educação nos dias de hoje.

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