Na data que marca o massacre da Praça Tiananmen, Microsoft censura “Tank Man”.

Neste 05 de junho (2021), os protestos da Praça Tiananmen, completaram 32 anos. Daquele lastimável episódio, restou-nos, além da perda de vidas humanas, a icônica fotografia de Jeff Widener, que registrou o momento em que um homem, sozinho, enfrentava uma coluna de tanques do exército chinês. A fotografia ficou conhecida como “Tank Man”, em tradução literal, “O homem dos tanques”, e percorreu o mundo, denunciando o massacre promovido pelo governo chinês contra manifestantes que protestavam contra o regime em 1989.

Todos os anos, por ocasião do aniversário do massacre, o governo da China cerca-se de todos os meios para censurar a memória dos lamentáveis fatos que resultaram na morte de centenas de pessoas. Nos dias que antecedem a data, os locais que serviram de palco à sangrenta repressão, normalmente, são fechados e cercados por forças policiais. E a vigilância sobre qualquer movimento que possa querer fazer ressurgir as lembranças de tão trágico acontecimento, é aumentada, a fim de silenciar vozes dissidentes.

Censura da Microsoft à Tank Man

Este ano, a poderosa censura chinesa sobre o massacre de Tiananmen, ganhou ainda mais peso, em um episódio bastante obscuro, envolvendo a gigante de tecnologia Microsoft. Embora a companhia negue qualquer ação voluntária sobre o caso, o fato é que seu buscador, Bing, censurou, deliberamente, as buscas de usuários que procuravam por “Tank Man”. A Microsoft disse tratar-se de um incidente, mas exatamente nada data em que o massacre completou 32 anos, qualquer busca pela expressão que levasse à fotografia de Jeff Widener não retornava resultado algum. A fotografia, literalmente, sumiu dos resultados do buscador da Microsoft por horas, ao longo de todo o dia.

Durante o período, as buscas no Bing retornavam apenas uma mensagem: “Não há resultados para o homem dos tanques”. Por outro lado, em buscadores como o Google, que não opera na China, os resultados para a imagem eram exibidos normalmente. O Google é responsável por 92% das pesquisas na internet em todo o mundo, mas não é possível acessá-lo a partir do território chinês, a menos que os usuários façam uso de meios para burlar a censura na rede. Na China, o mercado de buscas online é dominado pelo Baidu, que atua em conformidade com a política de censura do governo chinês.

Microsoft, L A M E N T Á V EL !

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