A União da das Repúblicas Socialistas Soviéticas, ou União Soviética, também referida pela sigla URSS, originou-se da união de diversos países do leste europeu em torno da Rússia, formando um grande e único país, de orientação comunista. A URSS foi formada em 1922, cinco anos após a Revolução Russa, ainda sob a liderança de Vladimir Lênin. A partir de então, expandiu suas fronteiras em direção à Europa, formando um conglomerado de 15 países, com pelo menos cem etnias diferentes e duzentos idiomas.
Como se formou a União Soviética?
Em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, a Rússia foi abalada por uma revolução social, liderada pelo Partido Operário Social Democrata Russo (POSDER). Vitoriosos na revolução, o POSDER dividiu-se em dois grupos, os Bolcheviques, que constituíam a maioria, e os Mencheviques, em menor número. Instalados no poder, esses grupos entraram em conflito, dando origem a uma guerra civil na Rússia que durou de 1918 à 1921. Com a vitória dos Bolcheviques, liderados por Lênin, consolidou-se a Revolução Russa e no Congresso dos Sovietes, realizado em 30 de dezembro de 1922, foi formalizada a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que incluía quatro ex-repúblicas do Império Russo: a própria Rússia mais a Ucrânia, a Bielo-Rússia e a Transcaucásia, que incluía a Armênia, o Azerbaijão e a Geórgia.
Quais países faziam parte da União Soviética?

- Armênia
- Azerbaijão
- Bielorrússia
- Estônia
- Georgia
- Cazaquistão
- Quirguistão
- Letônia
- Lituânia
- Moldova
- Rússia
- Tajiquistão
- Turcomenistão
- Ucrânia
- Uzbequistão
Líderes soviéticos
Ao longo de sua existência, a União Soviética teve sete líderes. Vladimir Lenin (1917-1924), arquiteto da Revolução Russa, que depôs o Czar e instaurou a República Russa, sob a égide do Comunismo, morreu dois anos após a formação da URSS. Seu sucessor foi Josef Stalin (1924-1953), que governou por quase 30 anos, consolidou e ampliou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e implementou, com mãos de ferro, profundas reformas, sociais e econômicas no país. Foi durante o governo de Stalin que a URSS enfrentou e venceu os alemães na Segunda Guerra Mundial. Ainda em seu governo, após a Segunda Guerra Mundial, iniciou-se o período conhecido como Guerra Fria, caracterizado por uma forte polarização, política, ideológica e militar com o ocidente capitalista.







Stalin foi sucedido por Nikita Kruschev (1953-1964), que governou por onze anos, e por Leonid Brejnev (1964-1982), cujo governo durou oito anos, após o que, assumiram Yuri Andropov (1982-1984) e Konstantin Chernenko (1984-1985), ambos com mandatos curtos de dois e um anos, respectivamente, até o início do último governante soviético, Mikhail Gorbachev (1985-1991), que deu início à abertura política e econômica do país e foi deposto por um golpe em 1991, que desmanchou a URSS e empossou Boris Iéltsin como presidente russo.
Fim da União Soviética
Em 1985 Mikhail Gorbachev assumiu a liderança do Partido Comunista Soviético e pôs em curso o seu plano de reformas, que ficaram conhecidas como Perestroika (reconstrução) e Glasnost (transparência). Tais reformas tinham por objetivo reestruturar o poder econômico e político do país em função do desgaste que o modelo comunista vivenciava, sobretudo, frente aos avanços tecnológicos e sociais que o ocidente, capitalista, apresentava. Gorbachev enfrentou forte resistência da ala política e ideológica que defendia a permanência do regime, ao passo que era pressionado, também, por aqueles que defendiam a abertura política e econômica da União Soviética. Em agosto de 1991 sofreu uma tentativa de golpe, foi preso, mas posto em liberdade após forte onde de protestos sociais e renunciou ao cargo de secretário geral do Partido Comunista, abrindo espaço para que Boris Yeltsin concluísse o processo de abertura política, conduzindo a dissolução da União das Republicas Socialistas Soviéticas, que desintegrou-se em pouco tempo, sob os auspícios da Queda do Muro de Berlim.
Após a dissolução, os países integrantes do bloco formaram a Comunidade do Estados Independentes (CEI) e, posteriormente, muitos deles aderiram à União Europeia e à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).