Você já ouviu falar sobre o Livro de Aço dos Heróis e Heroínas da Pátria? Sim, ele existe! Em suas páginas estão inscritos os nomes de brasileiros e brasileiras que passaram à história do país com alguma contribuição importante para o nosso povo. O Livro de Aço fica guardado no Panteão da Pátria, um espaço cultural localizado na praça dos Três Poderes, bem no coração de Brasília.
A importância do livro de heróis e heroínas
O fato de existir, materialmente, um livro como este é apenas um ato simbólico para o povo que ele representa. O importante, é que de alguma forma, ele guarda um pouco da memória e identidade do povo brasileiro. Afinal, estão ali representados aqueles que, supostamente, reconhecemos como pessoas importantes para nossa pátria. Mas será que é tão simples assim? Quem são, como e por que essas pessoas foram escolhidas? Por que alguns nomes e outros não? Essas são perguntas devem passar pela sua cabeça quando se pensa em algo assim e não poderia mesmo ser diferente.
Em post anterior, quando tratamos sobre a questão da Memoria e Identidade, falamos um pouco sobre como essas memórias vão sendo constituídas para formar a identidade de um povo. Vimos que nossa memória social é de alguma forma seletiva. Que são frutos de disputas de poder que excluem memórias ‘indesejadas’ e preservam outras. E assim, vai se formando nossa identidade enquanto povo e grupo social. Então, ao lidar com o Livro de Aço, devemos também fazer essa reflexão: será que são esses mesmos os heróis que nos representam?
Como um nome entra para o Livro das Páginas de Aço?
O processo de escolhas de nomes que entram para o Livro das Páginas de Aço passa por algo que chamamos de Processo Legislativo. É necessário um Projeto de Lei, votado por nossos deputados e senadores, para que um nome seja aprovado. E só podem ser aprovados nomes de pessoas já falecidas.
Em 2018, o Livro guardava o nome de 43 pessoas. O primeiro deles era o de Tiradentes, que estreou o livro, quando foi lançado em 21/4/1992. Depois disso foram aprovados nomes como de Zumbi dos Palmares, Marechal Deodoro da Fonseca e todos os outros. Todos esses nomes, claro, reconhecidos pelo engajamento em causas políticas, sociais, culturais e científicas na história do Brasil.
Nomes dos heróis e heroínas do Livro de Aço
- Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes)
- Zumbi dos Palmares
- Marechal Manuel Deodoro da Fonseca
- Dom Pedro 1º
- Marechal Luís Alves de Lima e Silva (duque de Caxias)
- Francisco Alves Mendes Filho (Chico Mendes)
- Coronel José Plácido de Castro
- Almirante Joaquim Marques Lisboa (marquês de Tamandaré)
- Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva (barão do Amazonas)
- Alberto Santos Dumont
- José Bonifácio de Andrada e Silva
- Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo (Frei Caneca)
- Marechal Manuel Luís Osório
- Ildenfonso Pereira Correia (barão do Serro Azul)
- Brigadeiro Antônio de Sampaio
- Sepé Tiaraju
- Anna Justina Ferreira Nery
- Hipólito José da Costa Furtado de Mendonça
- São José de Anchieta
- Getúlio Dorneles Vargas
- João de Deus do Nascimento, Lucas Dantas de Amorim Torres, Luís Gonzaga das Virges e Manuel Faustino Santos Lira (Conjuração Baiana)
- Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC)
- Júlio César Ribeiro de Souza
- Heitor Villa-Lobos
- Domingos José Martins
- Padre Roberto Landell de Moura
- Ana Maria de Jesus Ribeiro (Anita Garibaldi)
- Heróis da Batalha dos Guararapes
- Caio Vianna Martins
- Joaquim Nabuco
- Bárbara Pereira de Alencar
- Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon
- Leonel de Moura Brizola
- Clara Filipa Camarão
- Jovita Alves Feitosa
- Zuleika Angel Jones, a Zuzu Angel
- Joaquim Maria Machado de Assis
- Antônio Carlos Gomes
- João Pedro Teixeira
- José Feliciano Fernandes Pinheiro
- Euclides da Cunha
- Joaquim Francisco da Costa
- Luís Gonzaga Pinto da Gama
Em 2018 a Agência Brasília noticiou a aprovação de mais 21 nomes entre os heróis e heroínas da pátria. Alguns, já constam na listagem acima.