Como surgiu o dia do Professor?

Você sabe como surgiu o dia do Professor, essa data que homenageia um dos profissionais mais importantes de uma sociedade? No Brasil o dia do Professor é comemorado todo dia 15 de outubro. Legalmente, foi instituído pelo Decreto Federal 52.682, de 1963, assinado pelo então presidente João Goulart e seu ministro da Educação e Cultura, Paulo de Tarso. Desde então, passou a ser considerado um feriado escolar. A data de 15 de outubro, no entanto, carrega simbolismos históricos que antecedem ao decreto e ensejou a escolha do dia como data oficial para a comemoração. Vamos conhecer um pouco de sua história.

Salomão Becker

Conta-se que em 1948, um professor da cidade de São Paulo, chamado Salomão Becker, sugeriu na escola em que trabalhava que se fizesse um dia de pausa para confraternização entre professores e estudantes. Àquela altura, o segundo semestre letivo do ano era longuíssimo, tendo início em meados de junho, terminando somente em fins de dezembro. A ideia de uma pausa no meio, portanto, seria mais que oportuna. E o dia escolhido foi 15 de outubro, dia em que na cidade do professor Salomão, já usava-se para um momento de confraternização, em que não havia uma atividade formal de ensino.

Mas mais que isso, o dia também seria utilizado pelo corpo de professores da escola para o planejamento pedagógico do restante do ano letivo. A ideia de Salomão foi aceita por todos e logo se espalhou Brasil afora. Assim, 15 de outubro acabou sendo celebrado informalmente como o Dia do Professor, até se tornar um feriado escolar oficial, por meio do decreto 14 de outubro de 1963, assinado pelo então presidente João Goulart.

Antecedentes históricos do Dia do Professor

Mas há antecedentes para essa data. Foi também em um 15 de outubro, exatos 120 anos antes da iniciativa do professor Salomão, que D. Pedro I, imperador do Brasil, instituiu a primeira lei do Ensino Elementar no Brasil. O texto da Lei, de 15 de outubro de 1827, dizia que deveriam ser criadas escolas de primeiras letras em todas as “maiores cidades do Brasil” e o cargo e vencimentos de professores, seriam vitalícios. Definia também que “As mestras vencerão os mesmos ordenados e gratificações concedidas aos Mestres”, ou seja, traduzindo para um português atual, professoras e professores, ganhariam o mesmo salário sem distinção!

Avanços a parte, a lei tinha seus defeitos. Além de não ter se tornado efetiva, determinava também que enquanto os meninos estavam aptos para o aprendizado integral da matemática, às meninas só poderia ser ensinado aquilo que fosse estritamente necessário para a lida com a economia doméstica. Coisas do tempo passado, convenhamos. Não é certo, mas àquele tempo não esperava-se que mulheres assumissem posições outras que não a de donas de casa. A lei, por sua vez, refletia os costumes da época e reforçava-os, como é de praxe também nos tempos atuais.

Professores no Brasil hoje

Ser professor no Brasil não é exatamente um mar de rosas, mas aqui, como em qualquer outro lugar do mundo, é uma atividade bastante gratificante para quem a desenvolve. É uma oportunidade de se tornar referência de bons exemplos, formar opiniões, transformar vidas e construir futuros. E claro, isso envolve muita responsabilidade e dedicação. O professor não é um doutrinador, é um articulador de ideias e deve levar isso em consideração para realmente honrar a profissão e cumprir o dever que a sociedade lhe atribui.

Até 2013, segundo dados do MEC, o Brasil possuía um quadro de aproximadamente 2,2 milhões de professores em atividade. A maior parte deles atuando na educação de nível básico (educação infantil, ensino fundamental e médio) e outros 367.282 no ensino superior.

De acordo com a Sinopse Estatística da Educação Básica de 2013, o número de pessoas no Brasil em atividade de docência é de 2.141.676. Em nível de graduação e pós-graduação, segundo o Censo da Educação Superior do mesmo ano, 367.282 profissionais exercem funções educadoras — aproximadamente 48,84% trabalham em tempo integral; 25,36%, em tempo parcial e 25,78% são horistas.

Sinopse Estatística da Educação Básica, 2013

O piso salarial da categoria, hoje, é de R$3.845,63 e foi criado pela Lei 11.738, de 16 de julho de 2008, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ainda é objeto de constantes lutas da categoria, em diversos municípios, para que seja implementado de forma efetiva.

Lecionar é uma profissão de coragem! Um ato político! Que exige ética, moral, compaixão e acima de tudo, amor ao próximo! Parabéns, professores!

Um grande abraço e até a próxima!

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