Para os Impérios Coloniais, o problema das doenças que atingiam os escravos era algo com que cotidianamente deparavam os senhores. Em vista disso, uma série de obras dedicadas à administração de escravos foi publicada com vista a implementar uma moderna gestão da mão de obra escravista em convergência com o Iluminismo. Nesse contexto, o saber médico adquiria um papel extremamente relevante. Este era encarado como um instrumento fundamental ao desenvolvimento colonial, dada a percepção do impacto que as doenças tropicais causavam na população branca e nos povos escravizados.
ABREU, J. L. N. A Colônia enferma e a saúde dos povos: a medicina das “luzes” e as informações sobre as enfermidades da América portuguesa. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, n. 3, jul.-set. 2007 (adaptado).
De acordo com o texto, a importância da medicina se justifica no âmbito dos objetivos
A econômicos das elites.
B naturalistas dos viajantes.
C abolicionistas dos letrados.
D tradicionalistas dos nativos.
E emancipadores das metrópoles.
Prova azul, questão 77, ENEM 2022.
Comentários. Questão 77, ENEM 2022.
No contexto colonial, o escravizado era tido como uma propriedade e encarado como um investimento feito pelos senhores escravagistas. O texto base da questão indica que as “doenças que atingiam os escravos era algo com que cotidianamente deparavam os senhores”, o que por óbvio lhes traziam grandes prejuízos econômicos. Assim, buscavam “implementar uma moderna gestão da mão de obra escravista”, o que passava pela busca e difusão de conhecimentos científicos impulsionados pelas ideias iluministas, valorativas da ciência médica. O objetivo, por óbvio, era minimizar perdas econômicas decorrentes do adoecimento e consequente falecimento de escravizados. Logo, o gabarito da questão é letra A: objetivos “econômicos das elites”.