Kim Jong-un, atual líder da Coreia do Norte, nasceu em 8 de janeiro de 1983, na capital do país, Pyongyang. Jong-un é o terceiro líder de uma dinastia que governa o país desde sua fundação, em 1948, após a guerra das Coreias. É, também, terceiro filho de Kim Jong-il, que governou o país de 1994 à 2011, e neto do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, que governou de 1948 à 1994. Kim assumiu o poder após a morte de seu pai, e desde então governa o país sob um regime pouco transparente, que permite que quase nada se saiba, de forma fidedigna, sobre as verdadeiras condições políticas, econômicas e sociais dentro de suas fronteiras.
Vida pessoal de Kim Jong-un
Há um enorme grau de sigilo em relação à vida pessoal do líder norte-coreano, mas especula-se que ele foi educado na Suíça, onde estudou em internatos privados. De volta à Coreia do Norte, recebeu treinamento militar e é conhecido por sua paixão por basquete, sendo um ardoroso admirador do jogador norte-americano Michael Jordan. Durante o período que viveu na Suíça, Kim Jong-un adquiriu fluência em alemão, francês e inglês. Na Suíça, sua identidade foi mantida em sigilo, sendo revelada, como futuro líder da Coreia do Norte, somente anos depois.
Kim Jong-un é possivelmente casado com uma norte-coreana chamada Ri Sol-ju, com quem já fez aparições públicas, e teria pelo menos três filhos. A identidade dos filhos é mantida em rigoroso sigilo e pouco se sabe sobre eles.
Considera-se que Kim tenha tido pelo menos dois irmãos. O mais velho, supostamente, Kim Jong-nam, faleceu tragicamente em fevereiro de 2017. Era conhecido por ter uma relação conturbada com o regime norte-coreano. Sua morte foi decorrente de um assassinado no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, na Malásia, após ter sofrido um ataque com um agente nervoso VX, substância química classificada como arma de destruição em massa. O segundo irmão de Kim Jong-un seria Kim Jong-chul, que por razões sabidas apenas pelo regime norte-coreano, não fez parte do planejamento sucessório que levou Jong-un ao comando do país.
Governo de Kim Jong-un
O governo de Kim Jong-un na Coreia do Norte é caracterizado por um regime autoritário e altamente centralizado. Desde que assumiu o poder em 2011, Kim Jong-un consolidou seu controle sobre o país e adotou uma série de políticas conflitantes com a comunidade internacional.
Programa nuclear e de mísseis:
Após a ascensão de Kim Jong-un, a Coreia do Norte avançou consideravelmente em seu programa de desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos. O país realizou vários testes nucleares e lançamentos de mísseis, desafiando resoluções do Conselho de Segurança da ONU e levando a tensões regionais e internacionais.
Direitos humanos e repressão:
A Coreia do Norte é frequentemente criticada por supostas violações de direitos humanos. Sob o governo de Kim Jong-un, há relatos de execuções sumárias, detenções arbitrárias, tortura, trabalhos forçados e restrições às liberdades básicas. Organizações internacionais têm documentado a repressão sistemática contra dissidentes políticos e a falta de liberdade de expressão e de imprensa.
Isolamento e sanções:
Devido às atividades nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, o país enfrentou múltiplas rodadas de sanções econômicas por parte das Nações Unidas e de outros países, sobretudo dos Estados Unidos. Isso resultou em um isolamento econômico e político da Coreia do Norte que impacta negativamente a economia do país.
Culto à personalidade:
Assim como seus antecessores, Kim cultiva uma imagem de liderança carismática e de devoção absoluta. O culto à personalidade em torno dele e de sua família é um elemento central da propaganda do regime, com retratos e estátuas dos líderes espalhados pelo país, como se fossem onipresentes.
Diplomacia e cúpulas internacionais:
Apesar do isolamento, Kim Jong-un realizou uma série de cúpulas históricas com líderes de outros países. Em 2018, ele se tornou o primeiro líder norte-coreano a se encontrar com um presidente dos Estados Unidos, em uma cúpula com o ex-presidente Donald Trump. Também teve encontros com líderes da Coreia do Sul, Rússia e China, buscando melhorar as relações diplomáticas e explorar a possibilidade de aliviar as sanções a que o país está submetido.
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Foto de capa: Exame