O dia 12 de setembro marca um dos mais trágicos acidentes nucleares do mundo. Na manhã do dia 12 de setembro de 1987, dois catadores de materiais recicláveis, Roberto dos Santos Alves e Wagner Mota Pereira, encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em um hospital desativado, o Instituto Goiano de Radioterapia (IGR). Esse aparelho continha uma fonte de Césio-137, um isótopo altamente radioativo usado em tratamentos contra o câncer.
Sem saber do que se tratava, os catadores desmontaram o aparelho, retirando o contêiner que continha a fonte radioativa. O Césio-137 foi liberado e se espalhou pelo ambiente. Os catadores e várias outras pessoas que entraram em contato com o material radioativo começaram a apresentar sintomas de contaminação por radiação, como queimaduras na pele, náuseas, vômitos e problemas respiratórios. Ao todo, quatro pessoas morreram por contato direto com o Césio-137 e pelo menos outras mil foram afetadas indiretamente.
O acidente com o Césio-137 em Goiânia foi o maior do gênero no mundo, ocorrido fora de uma usina e teve importante impacto na conscientização sobre a segurança nuclear no Brasil e em outros lugares. O episódio serviu para chamar a atenção para a importância de medidas rigorosas de segurança ao lidar com materiais radioativos e virou caso de estudo para a preparação e resposta a incidentes envolvendo materiais radioativos em todo o mundo.
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