A Fenícia constituiu-se como uma civilização antiga do Oriente, onde hoje situa-se o território atual do Líbano. Os fenícios eram povos de origem semita, cuja principal atividade econômica foi o comércio marítimo com outros povos da região. Seu apogeu estendeu-se do início do século 14 a.C, com o declínio da civilização cretense, até aproximadamente o século 8 a.C, quando foram dominados pelos Assírios. São reconhecidos, sobretudo, pela invenção do alfabeto, o que permitiu a integração comercial e cultural de diversas regiões com as quais mantiveram relações.
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- Índice de conteúdo
- Localização geográfica
- Características da civilização Fenícia
- Alfabeto fenício
- Apogeu, declínio e queda dos fenícios
- Outras civilizações do mundo antigo
Localização geográfica
A Fenícia estava localizada em uma estreita faixa de terra, de aproximadamente 200 Km de extensão, por 40 Km de largura, abrangendo, o que corresponde, atualmente, a parte do território do Líbano. Ao norte, fazia fronteira com a Ásia Menor, ao sul com a Palestina, a leste com as cordilheiras do Líbano, e a oeste, com o mar Mediterrâneo.


Características da civilização Fenícia
A civilização fenícia ficou marcada, principalmente, por suas habilidades em navegação, pelo comércio e, sobretudo, pelo desenvolvimento do sistema de escrita alfabética. Suas cidades-estados independentes e sua influência cultural deixaram uma marca duradoura na história do Mediterrâneo Oriental.
Algumas de suas principais cidades-estados foram Tiro, Sidon e Biblos. Essas cidades ganharam notoriedade por suas habilidades em construção naval e prática do comércio, e estabeleceram colônias em várias partes do Mediterrâneo, em locais como Tunísia (Cartago), Sicília, Sardenha, Chipre e outras.
Religião fenícia
A religião na civilização fenícia era politeísta, o que significa que os fenícios adoravam vários deuses e deusas em um panteão divino. Suas crenças religiosas foram influenciadas por outras culturas do Mediterrâneo Oriental, incluindo egípcios e mesopotâmicos, mas também desenvolveram suas próprias tradições religiosas.
Alguns dos deuses e deusas mais importantes incluíam Baal, que era o deus do céu, da tempestade e da fertilidade, e foi uma das divindades mais cultuadas da religião fenícia. Outras divindades importantes do panteão fenício foram: Astarte, que era a deusa da fertilidade, do amor e da guerra; Melqart, que correspondia a Hércules, na mitologia grega; Eshmun, o deus da cura e da medicina e Resheph, deus da peste e da guerra.
Os rituais religiosos dos fenícios incluíam sacrifícios de animais e oferendas de alimentos, além de vinhos e outros bens. Os fenícios não deixaram muitos registros escritos de sua religião, e pouco se sabe, com precisão, sobre seus textos sagrados ou mitologia. Ainda, assim, com avanços das pesquisas arqueológicas, é sabido que a religião fenícia exerceu influência sobre outras culturas da região do Mediterrâneo, especialmente por meio das colônias que fundaram, a exemplo de Cartago, que também adotou e adaptou diversos elementos da religião fenícia.
Alfabeto fenício
Uma das principais contribuições da civilização fenícia à mundo antigo, foi o desenvolvimento e difusão de um novo sistema de escrita alfabético. A principal diferença entre o sistema de escrita fenício e os demais sistemas de escrita antigos está na sua natureza alfabética e na simplicidade do seu conjunto de caracteres. No alfabeto fenícios, cada símbolo (letra ou caractere) representava um som consonantal individual, o que o diferia das demais escritas antigas, como os hieróglifos egípcios ou a escrita cuneiforme suméria, que eram predominantemente logográficos, onde os símbolos representavam palavras ou ideias em vez de sons individuais.
Assim, o alfabeto fenício constituía-se em uma escrita bastante flexível, uma vez que os caracteres podiam ser usados para representar uma variedade de idiomas semíticos diferentes, adaptando-se às necessidades linguísticas específicas. Dessa forma, ao estabelecerem-se em diferentes regiões ao redor do Mediterrâneo, ao fundarem as suas colônias, os fenícios podiam usar o seu sistema de escrita para escrever em línguas locais.
O alfabeto fenício era relativamente simples, consistindo em cerca de 22 a 30 caracteres consonantais, dependendo da época e da região e serviu como base para o desenvolvimento de muitos outros sistemas de escrita, incluindo o grego antigo, o latino, o cirílico e outros alfabetos usados em várias partes do mundo antigo. Isso tornou o alfabeto fenício um dos sistemas de escrita mais influentes da história.
Apogeu, declínio e queda dos fenícios
O apogeu da civilização fenícia ocorreu durante os séculos XI a.C. a VIII a.C. Durante esse período, os fenícios estabeleceram-se como uma das principais potências no Mediterrâneo Oriental e desfrutaram de um período de grande influência política, econômica e cultural. Durante esse período, os fenícios estabeleceram rotas comerciais que se estendiam por todo o Mediterrâneo, comercializando uma ampla gama de produtos, tais como cerâmica, vidro, metais preciosos e tecidos. Suas cidades-estados prosperaram e tornaram centros comerciais importantes, com portos movimentados e economias robustas.
Os fenícios mantiveram relações comerciais e diplomáticas com diversas outras potências da época, como o Egito, a Assíria e a Babilônia e muitas vezes atuavam como intermediários em relações comerciais entre esses impérios.
Ao longo do tempo, porém, os fenícios enfrentaram desafios diversos, como conflitos com impérios vizinhos, como os assírios e os persas, o que levou ao declínio da civilização, especialmente após as Guerras Púnicas entre Cartago (uma colônia fenícia) e Roma.
Seu declínio, no entanto, foi um processo gradual, que envolveu outros fatores que levaram ao enfraquecimento de sua civilização, tal com o surgimento de novas rotas comerciais, concorrências e invasões de outros povos e enfraquecimento cultural. O legado fenício, porém, incluindo seu alfabeto e suas contribuições culturais, continuaram a influenciar as civilizações posteriores na região do Mediterrâneo e além.
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